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Câmara do Rio aprova integração de câmeras privadas ao Civitas e à PM

Imagem gerada por Inteligência Artificial

A Câmara Municipal do Rio aprovou, em votação definitiva nesta quinta-feira (23), o projeto que cria regras para integrar câmeras da iniciativa privada — de condomínios, comércios e residências — ao sistema público de segurança. A proposta, de autoria do presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), e do vereador Leniel Borel (PP), permite que imagens sejam compartilhadas em tempo real com o Civitas e a Polícia Militar, mediante convênios.

Os convênios deverão detalhar manutenção e operação dos equipamentos, protocolos de uso e medidas de proteção à confidencialidade. A ideia é ampliar o alcance das ações de vigilância e prevenção ao crime sem onerar imediatamente o poder público com a compra de novas câmeras privadas.

O projeto chega junto ao plano da Prefeitura de instalar 10 mil novas câmeras no orçamento de 2026, integradas ao Civitas — plataforma que consolida imagens do Centro de Operações e Resiliência (COR), da Guarda Municipal e da Secretaria Estadual de Segurança Pública. A medida se soma ao reforço na Divisão de Elite da Guarda Municipal, que tem previsão de R$ 276 milhões em investimentos.

Para Carlo Caiado, o objetivo é somar esforços públicos e privados na operação urbana. “Esse projeto busca transformar nossa cidade na cidade do Big Brother, ter um centro de monitoramento respeitado mundialmente. Queremos que condomínios e comércios possam contribuir com o Civitas e com a PM, ampliando a vigilância em tempo real”, afirmou Caiado, citando como exemplo grandes centros comerciais, como o Barra Shopping.

O coautor Leniel Borel destacou o ganho tecnológico. “O monitoramento inteligente salva vidas. Integrar as câmeras particulares ao sistema público significa ampliar os olhos da cidade em tempo real. É uma medida moderna, transparente e de interesse coletivo”, disse Borel.

O texto aprovado complementa a estratégia do prefeito Eduardo Paes (PSD) de expandir e integrar a rede de videomonitoramento do Rio de Janeiro, combinando câmeras públicas e privadas sob regras de colaboração, segurança jurídica e proteção de dados.

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