
A Câmara Municipal do Rio destinou R$ 100 milhões à prefeitura para ajudar na construção do novo Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande, que será inaugurado nesta quarta-feira (18/03). O valor é resultado de economia orçamentária da Casa ao longo do último ano.
O repasse se soma a outros R$ 440 milhões enviados em legislaturas anteriores, elevando para mais de meio bilhão de reais o volume de recursos transferidos pelo Legislativo municipal para áreas como saúde e educação. Parte desse montante ajudou a viabilizar a primeira unidade do programa, em Benfica, que virou referência no atendimento especializado na cidade.
Segundo o presidente da Câmara, Carlo Caiado, a política de devolução de recursos tem impacto direto na execução de projetos estruturantes. “Isso é resultado de uma gestão responsável dos recursos públicos. Na prática, esse dinheiro ajuda a tirar projetos do papel e a ampliar o acesso da população a serviços essenciais, como a saúde, com unidades mais modernas e preparadas para atender quem mais precisa. A Zona Oeste, que é uma região muito populosa, há muito tempo aguardava um centro especializado desse porte, e agora esse avanço começa a se tornar realidade”
Nova unidade mira demanda da Zona Oeste
O novo complexo será instalado nas proximidades da rodoviária de Campo Grande, bairro mais populoso do município, e seguirá o modelo da unidade de Benfica. A proposta é concentrar, em um único espaço, serviços de diagnóstico por imagem e tratamentos especializados, além de abrigar o Centro Carioca do Olho.
Com mais de 7 mil metros quadrados, a estrutura foi desenhada para atender uma demanda reprimida da Zona Oeste, reunindo centros voltados à reabilitação, atendimento a pacientes com fibromialgia, suporte especializado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e tratamento da obesidade.
A unidade também já nasce com previsão de ampliação. A prefeitura estuda incluir, em uma etapa futura, um centro de hemodiálise no complexo, o que ampliaria ainda mais o escopo de atendimento e reduziria a necessidade de deslocamento de pacientes da região para outras áreas da cidade.