
O caso Ceperj já tem data para voltar ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral. Depois do pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques, que interrompeu a sessão desta terça-feira (10/03), a retomada foi marcada para 24 de março. Na prática, o intervalo acabou ficando menor do que o prazo máximo que poderia ser usado num pedido de vista, e o processo segue vivo no centro da crise política fluminense.
Até aqui, o placar parcial está em 2 a 0 pela condenação. A relatora, ministra Isabel Gallotti, já havia votado em novembro de 2025 pela cassação de Cláudio Castro e de Rodrigo Bacellar, pela inelegibilidade dos dois e pela realização de novas eleições para o governo do estado. Nesta retomada, o ministro Antonio Carlos Ferreira acompanhou integralmente esse entendimento.
No voto, Isabel Gallotti foi dura ao descrever o caso. “O alto grau de reprovabilidade das condutas é manifesto”, afirmou Isabel Gallotti, ao sustentar que houve um uso articulado da estrutura administrativa do estado com efeito sobre a disputa eleitoral de 2022.
O julgamento analisa recursos contra a decisão do TRE-RJ, que em maio de 2024 absolveu os investigados por 4 votos a 3. No TSE, a acusação gira em torno de suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com foco em contratações ligadas à Fundação Ceperj e também à Uerj, que teriam servido para alimentar uma engrenagem de uso eleitoral da máquina pública.
Ainda faltam os votos de Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia. Como o tribunal tem sete ministros, são necessários ao menos quatro votos para formar maioria. Por isso, a volta do caso à pauta no dia 24 recoloca o processo em rota de colisão com os planos eleitorais de Cláudio Castro, que mira uma candidatura ao Senado em 2026.
Com informações do Tempo Real.