O vereador Flávio Valle defendeu a revisão dos dias e horários de funcionamento dos equipamentos culturais do Centro do Rio como forma de ampliar a ocupação da região nos fins de semana. A proposta foi apresentada durante audiência pública da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com a Secretaria de Cultura, realizada nesta quarta-feira (10).
Segundo Valle, que presidiu a sessão, a mudança pode ajudar a atrair moradores de outras regiões e turistas, além de fortalecer a programação cultural fora do horário comercial. A ideia é integrar melhor os equipamentos do Centro a iniciativas de mobilidade, lazer e ocupação urbana já testadas pela Prefeitura do Rio.
“Nós precisamos rever os dias e os horários de funcionamento dos equipamentos culturais para levar o morador e o turista ao Centro”, afirmou Flávio Valle.
Ciclofaixa e equipamentos fechados
Durante a audiência, o vereador citou o teste recente de uma ciclofaixa extra que avançou pela orla até o Museu do Amanhã. Para ele, a iniciativa criou um convite ao passeio e à ligação entre a orla e o Centro, mas encontrou um problema prático: parte dos equipamentos culturais estava fechada.
Valle mencionou como exemplo o Real Gabinete Português de Leitura, que não estava aberto naquele momento. A situação, segundo ele, reduz o potencial de roteiros culturais e limita a experiência de quem só consegue visitar o Centro nos fins de semana ou fora do horário de expediente.
A proposta do vereador prevê medidas consideradas simples, como ampliar horários em dias estratégicos, testar programações estendidas aos fins de semana e articular transporte e comunicação para integrar roteiros culturais.
Para Flávio Valle, a revisão do funcionamento dos equipamentos pode ajudar a transformar iniciativas de reativação do Centro do Rio em fluxo real de visitantes, com impacto na economia local e na sensação de segurança. “A Prefeitura e parceiros privados já desenvolvem iniciativas para reativar o Centro e a revisão de funcionamento é um passo necessário para transformar essas iniciativas em fluxo real de visitantes, gerar renda local e aumentar a sensação de segurança pela presença cidadã”.
