
governador Cláudio Castro assinou nesta segunda-feira (26/01) um decreto que estabelece uma reestruturação operacional e administrativa da Secretaria de Estado de Polícia Militar. A promessa do governo é ampliar a presença ostensiva, criar novas unidades e reorganizar a corporação para reduzir tempo de resposta e ajustar o policiamento às dinâmicas atuais de segurança pública.
Segundo o texto divulgado pelo Estado, a mudança prevê centralização de esforços na expansão do policiamento nas ruas, com a criação de unidades operacionais e administrativas e medidas voltadas à modernização da gestão, com o argumento de dar mais controle do território e mais eficiência na distribuição das equipes.
Cláudio Castro afirmou que a corporação precisa deixar de operar com um desenho antigo. “É uma mudança importante e positiva. Em uma sociedade em plena evolução, não podemos aceitar que uma instituição como a Polícia Militar permaneça há mais de 50 anos com a mesma estrutura”, disse. “Estamos organizando melhor a estrutura, distribuindo melhor as equipes, dando mais condições de trabalho para os policiais e valorizando também seus familiares. Uma polícia mais forte é uma polícia mais presente nas ruas”, completou.
Além da reorganização de unidades, o pacote inclui reforço do serviço de inteligência, ajustes na gestão de pessoas e mudanças voltadas a pensionistas e saúde dos policiais. O governo cita, entre as ações, a construção do Hospital da Polícia Militar de Sulacap, na Zona Oeste.
Pelo decreto, a Polícia Militar deve criar pelo menos 16 unidades operacionais e administrativas. Entre os novos batalhões citados estão o 1º BPM (Venda da Cruz, em São Gonçalo), que já estaria em funcionamento, além do 13º BPM (Maricá), 42º BPM (Araruama), 44º BPM (Nova Iguaçu), 45º BPM (Jacaré) e 46º BPM (Guarus e São Francisco de Itabapoana).
A reestruturação também mexe na Polícia Ambiental. O plano é transformar oito unidades atuais em três batalhões: 1º BPAM (São Gonçalo), 2º BPAM (Volta Redonda) e 3º BPAM (São João da Barra). O governo diz que a mudança busca reduzir sobrecarga de batalhões já existentes e tornar a corporação mais eficiente para agir e prevenir crimes.