
A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, anunciou neste sábado (05/07) a adesão da Colômbia e do Uzbequistão como novos membros do chamado Banco do Brics. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa no Hotel Fairmont, em Copacabana, logo após o encerramento da 10ª reunião anual do Conselho de Governadores da instituição.
Com as novas adesões, o NDB passa a contar com 11 países membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Bangladesh, Egito, Argélia, Colômbia e Uzbequistão.
“Como já estava aprovada a entrada da Argélia, somados aos anteriores, que são Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Emirados, Bangladesh e Egito, agora o conselho de governadores aprovou Colômbia e Uzbequistão”, afirmou Dilma, que preside o banco desde 2023.
A ex-presidente brasileira também sinalizou que outros países podem entrar no grupo em breve. “Nós temos uma série de outros países que estão na lista, sendo observados e analisados, mas eu não posso dizer aqui porque há uma decisão do conselho de não expor publicamente esses nomes durante as negociações”, explicou.
Criado em 2014 durante a 6ª Cúpula do Brics, em Fortaleza, o Novo Banco de Desenvolvimento tem sede em Xangai, na China, e atua no financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em nações do chamado Sul Global. Desde a fundação, a instituição já aprovou mais de 32,8 bilhões de dólares em empréstimos, sendo cerca de 5,2 bilhões de dólares destinados ao Brasil.
A coletiva de Dilma ocorreu logo depois do encontro anual do Conselho de Administração do NDB, que reuniu ministros, empresários e representantes de organismos internacionais para debater inovação, financiamento e estratégias de cooperação entre os países emergentes.
O evento integra a programação oficial da Cúpula do Brics, que começa neste domingo (06/07) no Rio de Janeiro. Nesta edição, a cúpula foca no papel dos bancos multilaterais no fortalecimento das economias em desenvolvimento, e também destaca temas como transição energética, inclusão financeira, economia digital e financiamento climático, prioridades definidas pela presidência brasileira do bloco para 2025.