
Nove anos depois da Rio 2016, a cidade ganha, enfim, um espaço permanente para lembrar os Jogos que mudaram sua cara. Neste domingo (03/08), a Prefeitura inaugura o Rio Museu Olímpico, o primeiro do tipo no país. O endereço fica no andar superior do Velódromo, dentro do Parque Olímpico da Barra, e a abertura ao público será na terça-feira (05/08), data que marca o aniversário da cerimônia de abertura das Olimpíadas.
Com a inauguração, o Rio passa a integrar oficialmente a rede mundial de museus olímpicos chancelada pelo Comitê Olímpico Internacional. São 37 no total, espalhados por diferentes países.
O museu ocupa uma área de 2.300 metros quadrados e reúne mil peças, das quais 300 estão em exibição. São 13 áreas temáticas e cerca de 80 experiências interativas e imersivas, que reconstroem grandes momentos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e o impacto que tiveram sobre o esporte e a cidade. Entre os destaques do acervo, estão a faixa preta da judoca Rafaela Silva, campeã olímpica em 2016, e a bola da final do vôlei masculino que deu o ouro ao Brasil. Há também tochas, medalhas, moedas, ingressos, uniformes da cerimônia de abertura e até trajes do revezamento da tocha.
A abertura será em regime de soft opening, com visitas de terça a sábado, das 10h às 14h. A entrada será gratuita mediante cadastro no site museuolimpico.rio, que entra no ar na segunda-feira. Nessa fase inicial, o acesso será limitado a 120 pessoas por dia, divididas em quatro grupos. Depois, a entrada será cobrada. O valor ainda não foi definido.
A criação do espaço custou R$ 118 milhões, sendo R$ 73 milhões em obras e R$ 45 milhões na produção iconográfica. A proposta, segundo a Prefeitura, é transformar o museu num polo de visitação e educação esportiva, e reforçar o legado olímpico do espaço na Zona Oeste do Rio.
