quinta-feira, 16 de abril de 2026 - 2:43

Conheça a filosofia Jungle Running em pleno Rio de Janeiro

O jornalista Alvaro Tallarico na Jungle Running Club Experience no Horto em foto para o jornal Diário do Rio
O jornalista Alvaro Tallarico na Jungle Running Club Experience no Horto (arquivo pessoal)

A chegada para o início do evento estava marcada para 6:30. Acordei às 6h. Meditei um pouco, tomei banho, raspei a careca, comi um pão. Saí de acasa por volta das 7h. Cheguei umas 7:30. Passando até o ponto do evento, Rua Pacheco Leão, 724, vi a galera correndo. Eram muitos com a blusa verde Jungle Running Club Experience (Health Party).

Ao chegar no ponto de saída, encontrei Fernanda Carneiro (@nandah_carneiro), velha amiga de faculdade, atualmente influencer gigante de confeitaria inclusiva. Conversamos um pouco, lembramos os tempos antigos. Em 2019, Nanda sofreu com ansiedade, pediu licença do trabalho, e, quando veio a pandemia, começou a postar receitas sem glúten em seu instagram. O negócio cresceu e quando deu o tempo de voltar para o emprego, pediu demissão e seguiu firme na internet. O insta dela é recheado de coisas gostosas, e dá vontade de comer o celular praticamente. É um exemplo de superação e sucesso.

Eu ainda pensava se tentaria correr para acompanhar a galera pontual, quando chegou outra Fernanda, a Muller, amiga da primeira, influencer, nutricionista de Santa Catarina radicada no Rio há dez anos. Ela queria correr, então aproveitamos e fomos juntos. Seguindo ao redor do Jardim Botânico, viamos as pessoas na contramão. Estavam voltando enquanto apensas íamos. Tudo bem. Só alegria. Fomos conversando e quando encontramos os últimos, voltamos correndo. Valeu o treininho.

Fernanda Carneiro, seu companheiro e Alvaro Tallarico (arquivo pessoal)

O Jungle Running Club, projeto de corrida da Jungle, marca de bebidas funcionais da Plant Power, está em sua terceira edição no Rio de Janeiro.

É a nova tendência de festas diurnas, juntando exercício, socialização, tudo pela manhã. O evento rolou de 7h30 até 10h. Conversei ainda com uma grega, vivendo no Brasil há 11 anos. Lembrei de quando conheci a cidade de Meteora, ela disse como foi difícil chegar no Rio de uma hora para outra sem visto e ter que sobreviver. Perguntei sobre espiritualidade e a grega se disse ateia. Teve uma infância católica ortodoxa, o normal n Grécia, mas hoje não acredita mais. Já regularizada no Brasil, dá aulas de grego, zumba, é formada em educação física e estava com seu grupo de corrida. Agradeci a Deus pela partilha e fui tomar um UltraCoffee.

Ainda por cima conheci outro rapaz, o qual disse estar virado, havia bebido até quase 5h da madrugada no bairro de Laranjeiras com seus amigos e foi direto para o evento correr. Fiquei impressionado. Raramente bebo, fui dormir 0h e para acordar 6h já não foi tão fácil. Ele foi sozinho porque gostou do valor do evento e kit. Caso ele não dissesse, nunca imaginaria que não havia dormido. E falei com a Gabi também, de Irajá, carioca, vegetariana e apaixonada por corrida em trilhas e natação. A mulher vive a vida com corpo e alma em ação. Saía do evento direto para um curso de arbitagrem de nado artístico!

É interessante perceber a quantidade de influencers nesses eventos. Geralmente sou um dos poucos jornalistas (às vezes o único). Isso me permite outra visão, nem melhor, nem pior, apenar diferente, pois sou de um outro mundo menos instagramável. Não faço parte de nenhum grupo de corrida, simplesmente gosto de me exercitar e não tenho milhares de seguidores. Talvez por isso, assim que o evento terminou, fui para a Cachoeira da Gruta. Já estava no Horto, precisava aproveitar o sol, o clima e a proximidade com o local.

A água estava simplesmente deliciosa, e me fez agradecer mais uma vez por viver no Rio, por ter essa possibilidade, no meio de uma cidade gigante e cosmopolita. Inclusive, na conversa com a grega concordamos nisso, em como essa cidade é completa e não encontramos nada parecido ao redor do mundo dentre tudo o que conhecemos até hoje. Sim, tenho orgulho demais de ser carioca e escolher viver por aqui. Mesmo na noite anterior tendo ouvido tiros assustadores de favelas do meu bairro. Briga de facções. É a parte péssima. Tanta beleza tem seu contraponto. Já fui em lugares tranquilos, onde a paz reina. Mas nada tem. Enfim, escolhas da vida.

Tudo passou pela minha mente enquanto a água fria caía de dentro da gruta mágica. Sentado, recebia a massagem natural maravilhosa e revigorante. Ainda ajudei uma vovó a entrar. A filha já havia se banhado, e o neto… Esse não, esse ficou de longe, garoto de uns 7, 8 anos. Senti pena dele. No meio do caminho ao passar por eles, o menino dizia “não vou conseguir”. Conseguiu fazer a trilha, é uma das mais fáceis da cidade. Contudo, não teve a benção das águas em sua cabeça.

Após o banho, sentei em cima de uma pedra sob o sol da manhã, meditei um pouco, fiz algumas posições de yoga, um leve alongamento e pronto. Uma manhã cheia de vida. Gratidão, Rio.

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