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Consórcio Nova Via Mobilidade substituirá SuperVia na operação dos trens da Região Metropolitana do RJ a partir de março

Trens da SuperVia, no Rio de Janeiro – Foto: Reprodução

O consórcio Nova Via Mobilidade assumirá a operação dos trens da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no lugar da SuperVia, a partir do próximo mês de março. O leilão judicial que definiu a situação foi realizado na última terça-feira (10/02). Vale ressaltar que a nova empresa administradora foi a única a apresentar proposta.

O valor estimado para que o negócio fosse fechado era de R$ 660 milhões. No entanto, a proposta apresentada pela Nova Via Mobilidade, e declarada vencedora, ofereceu desconto de 0,06% sobre a tarifa de remuneração do contrato.

O contrato inicial terá duração de cinco anos e prevê remuneração por quilômetro rodado, e não mais pela quantidade de passageiros transportados, como é atualmente. O acordo deve ser assinado até o fim de fevereiro.

O leilão foi realizado em meio ao processo de recuperação judicial da SuperVia. Após a assinatura do novo contrato, ocorrerá uma fase de operação assistida, com duração de 90 dias, período em que a atual concessionária e a Nova Via Mobilidade atuarão conjuntamente.

A atual malha ferroviária da Região Metropolitana tem cerca de 270km de extensão e abrange cinco ramais – além de três extensões -, com mais de 100 estações no total. Os trens integram a capital fluminense a outros 11 municípios do estado: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados e São João de Meriti. Recentemente, o DIÁRIO DO RIO publicou uma reportagem sobre o assunto.

Quase 30 anos de SuperVia

A SuperVia administra a malha ferroviária da Região Metropolitana do RJ desde 1998. Ao longo de quase 30 anos, a concessionária teve diversos problemas financeiros e operacionais.

Em 2023, a empresa comunicou ao Governo do Estado que não tinha mais condições de manter a operação. Segundo ela, essa decisão se deu devido a prejuízos causados pela pandemia de Covid-19, furtos de cabos e o congelamento da tarifa.

Um acordo judicial, porém, prorrogou a atuação da SuperVia até março de 2026, quando o novo operador definido por leilão (Nova Via Mobilidade) deverá assumir integralmente a gestão dos trens.

Nova gestão sem dívidas herdadas

Para tornar o leilão mais atrativo, foi instituída a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Ferroviária, que permite à Nova Via Mobilidade assumir a operação do sistema sem herdar as dívidas e os passivos judiciais da SuperVia.

Paralelamente, foi criado um fundo, a cargo do administrador judicial, que visa preservar a atividade econômica e evitar a interrupção do serviço durante o período de transição. A definição sobre a manutenção dos postos de trabalho, por sua vez, caberá à Nova Via Mobilidade.

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