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CPI do Crime Organizado aprova convocação de Ibaneis Rocha e Cláudio Castro

Comissão também aprovou depoimento de ex-diretor do Banco Central, além de pedidos de informações ao BNDES e registros de voos da Força Aérea Brasileira

FABIO RODRIGUES / AGÊNCIA BRASIL E RODOLFO BUHRER / FOTOARENA / FOTOARENA / ESTADÃO CONTEÚDOEx-governadores Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro

A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta terça-feira (31), a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. A decisão faz parte de um conjunto de requerimentos apresentados pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que busca investigar a participação de agentes públicos e estruturas financeiras em esquemas ilícitos.

O depoimento de Ibaneis tem como objetivo esclarecer as relações comerciais entre o escritório de advocacia fundado por ele e entidades investigadas pela Polícia Federal. A CPI também apura vínculos com o Banco de Brasília (BRB), as negociações com o Banco Master e a parceria com o Grupo J&F.

Em relação a Cláudio Castro, a comissão pretende analisar falhas institucionais no combate à lavagem de dinheiro e a infiltração de grupos criminosos na estrutura do estado do Rio de Janeiro.

“Historicamente, o Rio de Janeiro tem sido o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país”, afirma Vieira. “A oitava de Cláudio Castro é absolutamente indispensável para o avanço dos trabalhos desta Comissão”, completa.

Além dos ex-governadores, foram convocados:

  • Renato Dias de Brito Gomes: ex-diretor da Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central;
  • Yan Felix Hirano: apontado como facilitador da entrada de recursos ilícitos no sistema financeiro;

A CPI também aprovou o envio de informações pelo BNDES sobre a concessão da rodovia BR-163, no Mato Grosso.

Monitoramento de aeronaves

O colegiado solicitou à Força Aérea Brasileira (FAB) o registro de planos de voo de quatro aeronaves específicas durante o ano passado. Segundo o relator, os aviões pertencem a investigados e teriam sido utilizados para o transporte de pessoas ligadas a uma organização criminosa com participação de empresários.

Os dados solicitados abrangem os prefixos PSMGG, PSFST, PRPSE e PPCFF. As oitivas e a análise dos documentos buscam identificar a conexão entre o setor público e a rede de movimentação financeira do crime organizado.

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