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Demissões em massa no Itaú indicam que home office está com dias contados no Brasil

Imagem meramente ilustrativa de agência do Itaú no Centro do Rio – Foto: Raphael Fernandes/Diário do Rio

Maior instituição bancária do Brasil, o Itaú deu um passo significativo, no dia 8 de setembro, quando comunicou a demissão de mais de mil trabalhadores que atuavam em home office. Para executar a medida, a instituição alegou que os funcionários que trabalhavam remotamente apresentavam um desempenho abaixo do esperado, além do não cumprirem a jornada de trabalho determinada pelo banco.

A decisão seguiu o padrão global de retomada da rotina de trabalho nos escritórios das empresas, em sua maioria grandes corporações com unidades distribuídas por vários países, como Microsoft, Dell e JP Morgan, por exemplo.

Para a sustentar a demissão em massa, o Itaú mediu a produtividade dos funcionários remotos via monitoramento de memória do computador utilizado, quantidade de cliques, abertura de abas durante o expediente, além da inclusão de tarefas no sistema e da criação de chamados, segundo o jornal Correio do Estado. As demissões, no entanto, levaram o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região a argumentar uma suposta falta de transparência nas decisões executadas por parte da instituição.

Através do monitoramento, o banco teria verificado baixa produtividade por parte dos trabalhadores remotos, além de desnível no atendimento das demandas dos clientes do Itaú – cerca de 60% do quadro funcional em cumprimento de agenda remota.

Em nota lançada ao mercado, a instituição bancária afirmou que os funcionários em home office cumpriam um horário diferenciado – reduzido – em relação ao imposto no registro da plataforma de trabalho do Itaú, que concentra mais de 96 mil funcionários e colaboradores.

“Em alguns casos, foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança, que são inegociáveis para o banco. […] Essas decisões fazem parte de um processo de gestão responsável e têm como objetivo preservar nossa cultura e a relação de confiança que construímos com clientes, colaboradores e a sociedade”, disse o Itaú no documento apresentado à imprensa.

Os desligamentos dos funcionários remotos geraram questionamentos junto ao sindicato que defende a categoria, por ser tratar de uma demissão em massa:

“O Itaú alega falta de produtividade, mas estamos falando de cerca de mil pessoas. Não é razoável usar mecanismos de monitoramento e vigilância para justificar cortes em massa. É preciso estabelecer limites claros para a vigilância digital. Se há um mecanismo de avaliação no teletrabalho, por que esses funcionários não foram advertidos antes de serem demitidos?”, afirmou Neiva Ribeiro, presidente do sindicato da categoria, conforme repercutiu o Correio do Estado.

Com o fim da pandemia, e o controle da disseminação e danos causados pela Covid-19, as empresas mundo à fora que adotaram o home office para a redução de custos, passaram a reavaliar o impacto da modalidade em um cenário radicalmente diferente. A decisão parte do confronto das entregas feitas pelos colaborados e as necessidades das empresas e dos seus clientes. A tendência observada é de que os funcionários, mesmo que insatisfeitos, voltem aos escritórios ou percam os seus postos de trabalho.

Na última semana, a gigante dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, decretou a volta dos seus funcionários aos escritórios, para otimizar o atendimento das necessidades da empresa diante da queda nos lucros e da competitividade no mercado de medicamentos.

Assim como a global escandinava outras empresas já decidiram ultrapassar o apelo do home office. Entre elas estão a Google, empresas do conglomerado de Elon Musk, a Amazon, a Goldman Sachs, a Disney, a Apple, a Alphabet (do Google), a Meta (do Facebook), a Salesforce, a BlackRock, a UOL, a Petrobras, entre tantas outras em todo o mundo.

Recentemente, Jeff Bezos, dono da Amazon, determinou que os funcionários da empresa voltem a cumprir uma jornada de cinco dias por semana nos escritórios da empresa norte-americana. As startups, antes mais flexíveis, estão em alerta por conta da alta competitividade do segmento e, por isso, adotaram o chamado 996: jornada de seis dias semanais, das 9h às 21h; somando 72 horas semanais de trabalho.

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