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Depois do escândalo do Banco Master, governo nomeia novos dirigentes para o Rioprevidência

Foto: Carlos Magno

O Governo do Estado nomeou, nesta segunda-feira (2), novos dirigentes para o Rioprevidência, em meio à crise desencadeada pelo escândalo envolvendo aplicações financeiras em títulos do Banco Master. A substituição dos gerentes ocorre após uma série de exonerações e da prisão do ex-presidente da autarquia, além de alertas feitos pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e por especialistas sobre os riscos dos investimentos.

Foram nomeados Luiz Henrique Ampuero para a Diretoria de Administração e Finanças, em substituição a Oberdan Pereira Manoel Júnior, e Andreza da Silva Almeida para a Gerência de Controle Interno e Auditoria, no lugar da advogada Barbara Schelble. A troca na estrutura administrativa é vista no Palácio Guanabara como uma tentativa de recompor a governança do fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores estaduais.

Alertas ignorados

A reformulação no comando só ocorreu após a eclosão do caso que colocou o Rioprevidência sob investigação da Polícia Federal. Antes disso, o governo já havia sido formalmente alertado pela Alerj e pelo TCE sobre os riscos de manter aplicações concentradas em títulos considerados de alto risco e sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Ainda assim, durante a gestão anterior, o fundo realizou nove aplicações que somam quase R$ 1 bilhão em papéis ligados ao Banco Master. Segundo as investigações, os investimentos teriam ignorado critérios básicos de segurança e liquidez, expondo o patrimônio previdenciário a perdas significativas.

Prisão e investigação

No mês passado, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, já exonerado do cargo, foi preso em operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Ele é investigado por suspeitas de gestão fraudulenta, corrupção e desvio de recursos.

As apurações miram a legalidade das aplicações e a eventual responsabilidade de gestores na autorização das operações. A PF também busca identificar se houve favorecimento indevido ou pagamento de vantagens ilícitas relacionadas aos investimentos.

Ressarcimento bilionário

Quanto ao ressarcimento dos valores aplicados, o governo estadual afirma ter adotado medidas administrativas e judiciais para reaver os quase R$ 1 bilhão investidos. Parte dos recursos estaria vinculada a garantias contratuais e negociações em curso com a instituição financeira. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a recuperação integral das quantias, nem cronograma definido para eventual recomposição total do patrimônio do fundo.

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