quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 - 12:55

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Deputados do Rio votam pela soltura de Rodrigo Bacellar em meio a briga no plenário

Divulgação/Alerj

Em uma sessão tensa e marcada por bate-boca, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a revogação da prisão do deputado Rodrigo Bacellar. A decisão agora será publicada no Diário Oficial e encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá definir as condições para a soltura do parlamentar. Com informações do Tempo Real.

A falta de consenso entre aliados de Bacellar e deputados da oposição acabou transformando o plenário em um ambiente de confusão generalizada. A segurança da Casa precisou intervir para evitar que a troca de acusações e gritos se convertesse em confronto físico.

Preso preventivamente, Rodrigo Bacellar é acusado de repassar informações sobre uma operação da Polícia Federal que resultou na prisão do ex-deputado TH Joias, investigado por tráfico internacional de drogas.

Aliados de Bacellar reagiram durante a sessão e tentaram enquadrar o caso como uma medida desproporcional. O deputado Alexandre Knoploch (PL) saiu em defesa do presidente da Alerj e criticou a consistência das acusações: “Em nenhum momento o deputado foi sequer chamado para depor na Polícia Federal. A situação criada é muito grave” .

Ele também contestou as menções à relação entre Bacellar e TH Joias, acusando adversários de seletividade: “Muitos aqui tratavam TH Joias com beijo e abraço — inclusive gente da esquerda”.

A deputada Índia Armelau (PL) também partiu em defesa de Bacellar, atacando antigos aliados e adversários que, segundo ela, se afastaram quando a situação ficou mais delicada: “Quando tudo é festa, tudo tá maneiro. Mas quando o pau canta, até alguns da direita são covardes. Eu não sou”.

Do outro lado, a esquerda votou pela manutenção da prisão do presidente da Alerj. Um dos que defenderam publicamente essa posição foi o deputado Flávio Serafini (PSOL). Para ele, os elementos apresentados até aqui não deixam margem para flexibilizar a medida: “Os elementos são graves demais, gravíssimos. É legal, é prudente e é o melhor para o estado do Rio de Janeiro, no combate ao crime organizado, a manutenção da prisão cautelar do presidente da Assembleia” .

O deputado Carlos Minc (PSB), que já havia apresentado voto divergente na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), reforçou que não se tratava de condenação antecipada, mas de proteger a investigação e a coleta de provas:
“Votamos pela manutenção da prisão e pelo afastamento, não estamos condenando o deputado Bacellar. Estamos dizendo que a decisão da Justiça é correta diante do poder que ele exerce e da capacidade de influência que possui. A medida é necessária para garantir a integridade da investigação e da produção de provas. É isso que estamos defendendo” .

Parte da direita também se posicionou contra a soltura de Rodrigo Bacellar. Inimigo declarado do presidente da Alerj, o deputado Rosenverg Reis (MDB) — irmão do ex-secretário de Transportes Washington Reis, exonerado por Bacellar quando este assumiu interinamente o governo do estado — fez questão de ser o primeiro a votar e defendeu a manutenção da prisão, reforçando o racha público entre antigos aliados e o atual comando da Casa.

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