quarta-feira, 17 de junho de 2026 - 3:38

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Diretor da Abin vai ao Congresso e tenta acalmar Comissão de Inteligência

O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, procurou o presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional, deputado Filipe Barros (PL-PR).

Segundo fontes ouvidas pela CNN, o diretor se colocou à disposição para esclarecer, pessoalmente, as dúvidas dos parlamentares sobre as denúncias de que a agência teria espionado o Paraguai. Interlocutores relataram que a reunião, realizada a pedido de Corrêa, ocorreu a portas fechadas.

Na conversa, o diretor da Abin teria negado qualquer irregularidade no trabalho da agência e dito que irá comparecer ao colegiado caso seja o aprovado o requerimento de convite para audiência pública.

Dois requerimentos para que a CCAI tenha acesso a relatórios de inteligência sobre o caso de espionagem no Paraguai foram apresentados ao colegiado. A expectativa é que ambos sejam votados na reunião desta quarta-feira (9).

Desde a semana passada, a comissão está sob o comando do bolsonarista Filipe Barros. De acordo com interlocutores, o deputado tem dito que irá acompanhar de perto o trabalho de inteligência da agência e quer esclarecer detalhadamente a informação, divulgada pelo portal Uol, de que houve espionagem brasileira ao Paraguai.

A operação foi revelada durante o depoimento de um servidor da Abin à Polícia Federal. Segundo ele, embora a espionagem tenha começado no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ela teria continuado na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a anuência da direção de Luiz Fernando Corrêa.

Na ocasião, o funcionário afirmou que houve tentativa de invasão a computadores, por parte do governo brasileiro, para a obtenção de informações sigilosas ligadas à negociação de tarifas da Usina de Itaipu.

Fontes da Abin afirmaram que o Brasil teria apenas respondido à espionagem do Paraguai e que esse tipo de ação seria de praxe. Como a CNN mostrou, o caso com os paraguaios levou a Abin a pedir ao Congresso mudanças na legislação para dar mais respaldo às operações sigilosas e de inteligência a ser realizadas pela agência.

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