quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 - 6:32

Dos 61 dias do Verão 2025/2026 no Rio, 33 foram de estresse térmico

Foto: Divulgação

O Verão 2025 e 2026 registrou até a última quinta-feira (19), 33 dias de estresse térmico, quando há uma associação entre temperaturas acima dos 36° C e unidade relativa do ar elevada. Dos 61 dias da estação, portanto, mais de metade transcorreu sob calor severo; aproximando-se dos 36 dias da edição 2024/2025.

A edição anterior do verão carioca chegou ao nível 4 de Calor, quando os termômetros atingem entre 40°C e 44°C, com previsão de permanência ou aumento por, pelos menos, três dias consecutivos. Nos dias 21 de dezembro de 2024 e 20 de março de 2025, a capital fluminenses registrou quatro dias com mais de 40ºC.

Um levantamento realizado pelo Centro de Operações e Resiliência (COR), com base na medição do protocolo da Prefeitura, mostrou que o Rio de Janeiro teve oito dias consecutivos com temperaturas variando entre 36ºC e 40ºC – níveis Calor 3, por sete dias; e Calor 2, um dia.

O fenômeno, segundo especialistas ouvidos pelo rádio Tupi, é típico do verão carioca, como explicou a meteorologista-chefe do Sistema Alerta Rio, órgão de meteorologia da Prefeitura, Raquel Franco:

“Esse padrão é típico do verão no Rio. Temos altas temperaturas e umidade combinadas, gerando essa sensação maior de calor”.

Com a passagem de uma frente fria pelo litoral fluminense, nesta sexta-feira (20), as temperaturas registraram um leve recuo, fazendo a capital retornar ao nível de Calor 1, quando os termômetros ficaram abaixo dos 36ºC. A previsão é de chuva fraca a moderada até segunda-feira (23).

Altas temperaturas elevaram número de atendimentos em unidades de saúde

Neste verão, mais de 13.500 pessoas foram atendidas em unidades municipais, com problemas relacionados ao calor, como variações na pressão arterial, desidratação, problemas respiratórios e insolação, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Para evitar tais complicações ou consequências mais graves em dias de estresse térmico, a Vigilância em Saúde monitora os indicadores e emite comunicados à população, como explicou a superintendente do órgão, Gislani Mateus:

“O calor extremo exige um grande esforço do corpo para regular a temperatura, e logo vemos o reflexo disso nos atendimentos. Ao monitorarmos dados, conseguimos direcionar o cuidado e emitir alertas corretos, principalmente para proteger os grupos de risco e pacientes crônicos”, disse a integrante do órgão.

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