O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, do PSD, reagiu neste sábado, 23 de maio, ao projeto de lei apresentado pelo presidente da Alerj e pré-candidato ao governo estadual, Douglas Ruas, do PL, que tenta impedir a extinção do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais.
A medida da Prefeitura do Rio prevê o fim do pagamento em espécie nos ônibus a partir de 30 de maio. O tema virou novo ponto de atrito entre o Executivo municipal e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em meio à disputa política pelo transporte público e pela digitalização dos meios de pagamento.
Nas redes sociais, Cavaliere afirmou que o sistema de transporte municipal já chegou a 95% de digitalização. Em seguida, criticou a proposta apresentada na Alerj. “É estarrecedor que não escondem a preferência pela circulação de dinheiro vivo na Alerj”, escreveu.
O prefeito também associou a circulação de dinheiro em espécie a práticas criminosas. “Quem gosta de dinheiro vivo circulando em caixa de sapato, cofre e mala é bandido”, afirmou.
É estarrecedor que não escondem a preferência pela circulação de dinheiro vivo na ALERJ. O temor da modernização que iniciamos na cidade do Rio chegar ao Estado do RJ pelo visto incomodou o esquema da máfia. A população sabe do que estou falando: quem gosta de dinheiro vivo… pic.twitter.com/Mk8EgrDxvU
— Eduardo Cavaliere (@CavaliereRio) May 23, 2026
Projeto ainda será analisado na Alerj
O projeto apresentado por Douglas Ruas busca garantir a aceitação de dinheiro em espécie na compra de bens e na prestação de serviços no Estado do Rio de Janeiro. Na prática, o texto pode atingir a decisão da Prefeitura do Rio de retirar o pagamento em dinheiro dos ônibus municipais.
A proposta ainda precisa passar pelas comissões da Alerj antes de seguir para votação em plenário.
Com informações do Tempo Real