
Eduardo Paes, prefeito do Rio, confirmou nesta segunda-feira (19) que está no caminho da pré-candidatura ao Governo do Estado, embora tenha repetido que ainda não tomou a decisão “oficial”. Ele disse que pretende decidir até o carnaval e que, até lá, seguirá tocando a agenda da Prefeitura.
A fala tem peso porque, em agosto de 2024, no meio da campanha de reeleição, Paes cravou o oposto. “Eu me comprometo com o eleitor da minha cidade em ficar até o fim do mandato se for reeleito”, disse Eduardo Paes na época.
Agora, o prefeito diz que a conversa mudou de patamar. “É algo que já vem na minha cabeça há algum tempo. Ao longo desses últimos meses vim formando minha opinião sobre isso. Não é uma decisão ainda tomada, eu estava conversando com prefeitos, mas há uma tendência muito grande e pretendo decidir isso até o carnaval”, afirmou Eduardo Paes.
Paes também sinalizou como pretende conduzir a transição dentro do Palácio da Cidade, caso deixe o cargo. Disse que existe um vice que representa “renovação” e que assuntos administrativos da Prefeitura passem a ser tratados com o vice-prefeito Eduardo Cavaliere.
No discurso, ele mirou o diagnóstico do estado, especialmente o interior, e evitou personalizar o ataque. “A gente percebe essa angústia de um sistema político que tem feito muito mal ao estado. Não vou perder tempo aqui fazendo críticas a isso ou aquilo, a essa ou aquela pessoa, essa ou aquela política, mas acho que o estado carece sim de liderança política, de gestão, de autoridade, de conduta correta na hora de conduzir as políticas públicas”, disse Eduardo Paes.
Entre as entregas que ele colocou no radar para os próximos meses na Prefeitura, Paes citou a licitação das linhas de ônibus em fevereiro, ampliação do Centro Carioca de Saúde e uma nova unidade na Zona Oeste, implantação de centros tecnológicos, criação do BRT intermunicipal no primeiro trimestre e início da atuação da Força Municipal até março.
No pano de fundo, o prefeito também emoldurou o debate de segurança pública, tema que tende a dominar a campanha estadual. Ele disse que o PSD não quer filiados apoiando candidaturas ligadas ao crime organizado e afirmou que segurança seria um dos principais desafios caso venha a assumir o governo do estado.
Ao falar do cenário político, Paes também declarou que não apoiará André Ceciliano e nem candidaturas associadas a Rodrigo Bacellar, ex-presidente (afastado) da Alerj preso em dezembro de 2025 por decisão do STF e investigado pela PF por suspeita de vazamento de informações.