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Eduardo Paes promete recriar Secretaria de Segurança e barrar interferência política

Foto: Danilo Silva / Record Rio

O candidato do PSD ao Governo do Rio, Eduardo Paes, afirmou que pretende recriar a Secretaria de Segurança Pública e impedir a interferência de deputados, vereadores e outros políticos no comando das polícias Civil e Militar.

As declarações foram dadas nesta terça-feira (18/8), durante entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Record. Paes também acusou integrantes do grupo político que comandou o estado nos últimos oito anos de envolvimento com corrupção e organizações criminosas.

O candidato classificou o atual momento do Rio como uma crise política e institucional sem precedentes. Também associou seu adversário Douglas Ruas, candidato do PL, aos ex-governadores Cláudio Castro e Wilson Witzel e ao ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

“Estamos sendo governados por um desembargador porque o governador foi cassado por corrupção e o presidente da Alerj foi preso por ligações com o Comando Vermelho. Além disso, quatro secretários do governo Cláudio Castro foram presos por ligação com o crime organizado”, declarou Eduardo Paes.

O Rio é comandado de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto. Em abril, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o desembargador permanecesse no Governo do Estado até uma nova decisão sobre a sucessão estadual.

As acusações envolvendo Rodrigo Bacellar são investigadas pela Polícia Federal. Em fevereiro, o DIÁRIO DO RIO mostrou que um relatório da PF apontou Bacellar como possível liderança de um núcleo político ligado ao Comando Vermelho. O parlamentar contesta as acusações e não foi condenado.

Paes chama Douglas Ruas de candidato de Castro e Bacellar

Durante a entrevista, Eduardo Paes afirmou que Douglas Ruas tenta se afastar do grupo político do qual fez parte.

“O candidato desse grupo político que governou o estado por oito anos, o candidato de Castro e Bacellar, se chama Douglas Ruas, ainda que ele finja que não tem nada a ver com isso”, disse Paes.

Douglas Ruas foi secretário estadual das Cidades durante o governo Cláudio Castro. Antes do início da campanha, o ex-governador chegou a indicar Ruas para representá-lo em uma agenda oficial de Segurança Pública.

Em uma sabatina realizada antes das declarações de Paes, porém, o candidato do PL afirmou desaprovar a gestão de Cláudio Castro.

Secretaria de Segurança teria comando unificado

A principal proposta apresentada por Eduardo Paes na entrevista foi a recriação da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Segundo o candidato, a pasta teria comando unificado e seria responsável por definir as diretrizes para as polícias Civil e Militar. As duas corporações manteriam autonomia financeira.

“Vou restabelecer a Secretaria de Segurança Pública, com autonomia financeira para as Polícias Civil e Militar, comando unificado e diretrizes claras. Sem a interferência de políticos, como acontece hoje”, afirmou.

Paes prometeu rejeitar pedidos de aliados para a nomeação de comandantes de batalhões ou responsáveis por delegacias. “Todos os deputados, vereadores, políticos que me apoiam e os que não me apoiam sabem que no meu governo ninguém vai me ligar para falar assim: tem que botar tal comandante de batalhão. Isso é função de Estado. O único agente público político que pode estar cuidando disso é o governador do Estado”, declarou.

Saúde, Educação e Economia

Além da Segurança Pública, o candidato do PSD apontou a Economia, a Saúde e a Educação como prioridades de um eventual governo.

Paes citou a recuperação das contas da Prefeitura do Rio, o avanço do município no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e a ampliação da cobertura da atenção básica em saúde durante suas gestões como prefeito.

“A Saúde colapsou, a Educação é o pior Ideb do Brasil e isso se explica pela atuação de um grupo político que é representado por esse governo que há oito anos assumiu o governo do estado”, afirmou.

O candidato voltou a relacionar Douglas Ruas ao grupo político que ocupou o Palácio Guanabara. “Já eu sou um candidato que mostrou, onde esteve, capacidade de realizar, de entregar, e é isso que nós vamos fazer para o povo do nosso estado. Fazer a diferença e fazer com que o Rio de Janeiro volte a avançar”, concluiu.

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