
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), aproveitou sua última semana à frente da prefeitura para deixar sua “última sugestão carnavalesca” antes de se afastar do cargo e concorrer ao governo do estado. Em postagem nas redes sociais nesta segunda-feira (16), ele propôs que o Grupo Especial da Sapucaí desfile cinco escolas por noite a partir de 2027, em vez das quatro habituais.
Para marcar sua passagem pela gestão e a folia, Paes sugeriu que, no primeiro ano, as agremiações convidadas fossem União da Ilha do Governador, Império Serrano e Estácio de Sá, escolas tradicionais atualmente na Série Ouro. A proposta já foi comunicada ao futuro prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e ao presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David.
“Caso eu seja eleito governador, não esperem um governador momesco. Essa tarefa cabe ao prefeito. Portanto, esta é apenas uma sugestão enquanto ainda estou no cargo”, escreveu Paes, destacando que a intenção é colaborar com a festa antes de sua saída.
Dei minha última sugestão carnavalesca ao futuro prefeito Eduardo Cavaliere e ao presidente da Liesa Gabriel David!
O carnaval do ano que vem deveria ter 5 escolas por dia. E nesse primeiro ano as 3 escolas que deveriam ser convidadas deveriam ser as tradicionais União da Ilha,…— Eduardo Paes (@eduardopaes) March 16, 2026
A publicação repercutiu no X (antigo Twitter). Muitos internautas concordaram com a ideia, enquanto outros defenderam que a escolha das escolas deveria ocorrer por mérito e não por convite. Alguns ainda sugeriram que Paes poderia investir em museus, centros culturais, bibliotecas e teatros da Cinelândia, incentivando a visitação nos finais de semana.
A proposta busca dar mais visibilidade às escolas tradicionais e trazer mais diversidade aos desfiles, com mais apresentações à noite e maior variedade de enredos e estilos na Sapucaí. Nos últimos dois anos, quatro escolas desfilavam por noite; com a inclusão de uma quinta, os desfiles poderiam ficar mais completos e atraentes para cariocas e turistas.
Se aprovada, a mudança terá impacto na logística, nas transmissões televisivas e na programação dos blocos e festas de rua.