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Eduardo Paes renuncia e Cavaliere assume a Prefeitura do Rio

Cavaliere assina a posse como prefeito — Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), formalizou nesta sexta-feira (20/03) a renúncia ao cargo para disputar novamente o governo do estado. A saída abre caminho para a posse do vice-prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD), que assumiu oficialmente o comando do Executivo municipal em cerimônia conduzida pela Câmara de Vereadores.

O rito seguiu o previsto na Lei Orgânica do Município. Paes apresentou a renúncia por escrito ao presidente da Câmara, Carlo Caiado, que formalizou a vacância do cargo e convocou o vice para a posse. Na sequência, Cavaliere assinou o livro oficial e leu o termo de compromisso, consolidando a transição no Palácio da Cidade.

Em seu primeiro discurso como prefeito, Cavaliere adotou um tom de continuidade administrativa e destacou o caráter coletivo das decisões que marcaram a gestão anterior. Segundo ele, a nova etapa será conduzida com responsabilidade e diálogo. “Sinto-me extremamente honrado, não há nada que se compare a este momento. E faço questão de registrar que tudo o que foi construído até aqui passou pelo debate com a população e por decisões coletivas dentro do nosso campo político. Coube a mim a missão de suceder o prefeito Eduardo Paes, e assumo esse compromisso com muita responsabilidade” afirmou.

Também presente à cerimônia, Caiado ressaltou o papel institucional da Câmara no processo de transição e na sustentação das políticas públicas ao longo dos governos. “Esses momentos também servem para reforçar a responsabilidade do poder público com a gestão da cidade e com as demandas da população. Nenhuma administração se faz de forma isolada, e a Câmara cumpre um papel essencial ao aprovar leis, viabilizar recursos, autorizar investimentos e fiscalizar a Prefeitura” disse.

A avaliação é de que Cavaliere deve manter, ao menos nos primeiros meses, a linha adotada por Paes, adiando mudanças mais estruturais na gestão. A tendência é de uma administração de continuidade até o fim de 2026, com eventual marca própria a partir do ano seguinte.

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