
Depois de muita especulação e polêmica, os brises do Edise, emblemático Edifício-Sede da Petrobras na Avenida Chile, começaram a ser reinstalados. Inaugurado nos anos 70, o prédio passa por sua primeira grande reforma em 50 anos, com orçamento de R$ 1,3 bilhão, que inclui troca completa da fachada, intervenções estruturais e adequações às normas de segurança mais recentes.
A Petrobras chegou a instalar um revestimento espelhado moderno, que gerou questionamentos do público. O visual não respeitava o projeto original, tombado pelo IPHAN. Os brises soleils, que funcionam como persianas externas para controlar a luz solar, haviam sido removidos. A preocupação sobre a preservação da arquitetura histórica circulou pelas redes sociais, e a estatal precisou garantir que a revitalização seguiria o traço original.
A solução arquitetônica é um elemento de origem francesa (significa “quebra-sol”), que consiste em lâminas ou aletas horizontais ou verticais, fixas ou móveis, para controlar a entrada de luz solar e calor em um edifício, criando um ambiente térmico mais confortável e economizando energia. Ele bloqueia a radiação solar direta, especialmente no verão, mas permite a entrada de luz de baixa intensidade.
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ) ainda aguarda respostas a um requerimento institucional enviado à presidência da estatal, pedindo detalhes do andamento da obra, que deve se estender até 2027.