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“Esse Rio é Meu” lança novo site com mapa dos rios de cinco municípios do Rio e funções pedagógicas

Foto: Divulgação

O programa “Esse Rio é Meu” lança sua nova plataforma digital, que reconecta a população aos seus territórios e colocando a escola no centro da mobilização em defesa dos rios. O espaço funcionará como um hub de educação socioambiental, onde a sociedade poderá consultar a história das bacias hidrográficas e acompanhar as campanhas de preservação lideradas pelas mais de 1800 escolas envolvidas no programa e suas comunidades, além de também poder propor o batismo oficial de rios ainda anônimos.

De forma inédita, o portal mapeia as bacias hidrográficas da capital fluminense e dos municípios de São Gonçalo, São João de Meriti, Japeri e Queimados em um único ambiente virtual, consolidando-se como um grande hub de educação com e por meio de causas.

A partir de agora, qualquer cidadão poderá acessar o sistema para consultar a história dos rios que cortam seus bairros. O portal permite que a sociedade acompanhe de perto o trabalho da metodologia social desenvolvido por estudantes e pela comunidade escolar, transformando o espaço em uma vitrine de soluções e engajamento local.

Para Silvana Gontijo, idealizadora e coordenadora-geral do Planetapontocom, a plataforma traduz o ativismo em dados acessíveis para todo e qualquer cidadão. “Os rios são a porta de entrada para compreendermos e enfrentarmos a urgência climática na atualidade. Quando um morador descobre, pela escola do seu bairro, o rio que passa perto da sua casa e conhece sua história, ele passa a se reconhecer nele e a defendê-lo. A escola acaba sendo a porta de entrada para o engajamento cidadão”, destaca Silvana.

A plataforma também busca inspirar o reconhecimento do saneamento básico como direito, com materiais sobre a temática, evidenciando que o acesso à água tratada, à coleta e ao tratamento de esgoto não são benfeitorias distantes, mas condições essenciais para a dignidade humana. Com os materiais, os professores passam a ser ter mais ferramentas pedagógicas e didáticas que apresentam o saneamento não como uma questão técnica distante, mas como parte constitutiva da própria história e do direito à saúde a ao ambiente saudável.

Professores e gestores das unidades de ensino poderão registrar as experiências e ações desenvolvidas por suas comunidades escolares em defesa dos rios locais, incluindo o trabalho de reconhecimento e, quando for o caso, de proposição de nomes para rios que ainda não possuem batismo reconhecido. Haverá um ambiente digital voltado diretamente às escolas, com áreas estruturadas de Formação Essencial e Temática para educadores, Materiais Pedagógicos práticos e a Biblioteca do Planeta, compondo um ecossistema completo e dinâmico de aprendizado e mobilização.

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