
O Estado do Rio de Janeiro se tornou referência na saúde pública brasileira, com 14 hospitais e institutos figurando entre os 100 melhores do país, segundo levantamento do Ibross (Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde) em parceria com OPAS/OMS, Instituto Ética Saúde, Conass e Conasems. Entre as unidades reconhecidas estão o Hospital Estadual da Criança, o Hospital Vereador Melchiades Calazans (HTO Baixada), o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (IECAC) e o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IECPN), referência internacional em neurocirurgia de alta complexidade.
O ranking considera fatores como infraestrutura, capacidade de atendimento, tecnologias adotadas e excelência em procedimentos de alta complexidade. O IECPN, por exemplo, realiza cerca de 200 cirurgias por mês e dois mil atendimentos ambulatoriais, além de preparar-se para receber o primeiro acelerador linear público do Brasil, ampliando tratamentos de ponta já oferecidos pelo exclusivo Gamma Knife. O IECAC passou a contar com 28 novos leitos de enfermaria e um terceiro angiógrafo digital, fortalecendo procedimentos como angioplastia, cateterismo e implante transcatéter de válvula aórtica.
No Hospital Estadual da Criança, que recebe mais de R$129 milhões anuais do governo estadual, são realizados transplantes renais em bebês de até 15kg, cirurgias minimamente invasivas em recém-nascidos com câncer e tratamentos ortopédicos especializados, como o ambulatório para pé torto congênito. Desde sua inauguração em 2013, a unidade contabiliza 63.952 procedimentos cirúrgicos, 256.813 consultas e 313 transplantes, entre hepáticos e renais.
O HTO Baixada, em fase avançada de reforma, também amplia a oferta de diagnósticos, incluindo exames de ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, ecodoppler e eletrocardiograma.
Para o governador Cláudio Castro, o reconhecimento reflete os investimentos realizados desde 2021 para requalificação da rede estadual de saúde, com obras, novos equipamentos e tecnologias que permitem atendimentos mais rápidos e complexos. A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, destacou o engajamento das equipes, lembrando que “na ponta, a saúde é feita de gente que cuida de gente, e esse vínculo de afeto salva vidas”.