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Felipe Curi se filia ao PP e vai disputar vaga de deputado federal pelo Rio

Felipe Curi, durante coletiva de imprensa / Divulgação

O ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, definiu nesta terça-feira (31) seu destino partidário para a eleição de outubro. O delegado assinou filiação ao Partido Progressistas (PP) e vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

A escolha encerra semanas de especulação sobre qual legenda receberia o ex-chefe da polícia fluminense. Nos bastidores, o nome de Felipe Curi circulou em conversas com PP, PL, Novo e PSDB, até que a articulação terminou costurada em favor dos progressistas.

Segundo relatos publicados nesta terça, a decisão foi construída a partir de uma coalizão entre partidos e teve apoio direto do senador Flávio Bolsonaro (PL), hoje também tratado como pré-candidato à Presidência. O movimento indica uma composição política mais ampla entre setores da direita fluminense em torno do nome de Curi, especialmente na pauta da segurança pública.

A filiação acontece poucos dias depois de o delegado anunciar que deixaria o comando da Polícia Civil para disputar a eleição deste ano. Em 19 de março, ele confirmou publicamente que sairia do cargo para concorrer a uma vaga de deputado federal, encerrando sua passagem pela chefia da corporação em meio à reorganização do tabuleiro eleitoral no estado.

No novo partido, Felipe Curi chega com projeto bem definido. De acordo com as informações divulgadas sobre a filiação, caso seja eleito, ele pretende mirar a presidência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, deixando claro que quer transformar a bandeira da segurança em eixo central do mandato.

A movimentação também muda o desenho político em relação ao que se imaginava há poucas semanas. Até o fim de fevereiro, o PL tratava Felipe Curi como nome prioritário para sua nominata de deputado federal, com a promessa de estrutura reforçada, mais tempo de televisão e tratamento de puxador de legenda. A ida para o PP mostra que essa equação mudou no curso das negociações.

Nos bastidores da sucessão estadual, o nome do delegado segue circulando além da disputa proporcional. Já apareceu, por exemplo, como possibilidade para compor, na vice, uma eventual chapa de Douglas Ruas (PL) numa eleição para o mandato-tampão do governo do estado, hipótese que manteria a pauta da segurança no centro da crise fluminense.

Com a filiação assinada, Felipe Curi entra oficialmente no jogo eleitoral de 2026 não mais como auxiliar do governo na área de segurança, mas como candidato de um partido que tenta ampliar peso na bancada federal do Rio de Janeiro.

Com informações do Tempo Real

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