
Foto: Isac Nóbrega/PR
O ex-presidente Jair Bolsonaro já tem um nome definido para chamar de “seu” candidato à Presidência da República em 2026: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão foi comunicada a interlocutores próximos nesta semana e marca a primeira vez em que Bolsonaro, hoje preso na carceragem da Polícia Federal, em Brasília, assume com todas as letras a intenção de lançar o filho mais velho ao Planalto. As informações são de Paulo Capelli/Metrópoles.
A leitura no entorno do ex-presidente é que Flávio precisa, a partir de agora, agir como presidenciável. Isso inclui rodar o país, organizar palanques estaduais e entrar de vez nos embates com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é de que, ao se posicionar como candidato, o senador ganha “porte” nacional e vira o rosto do bolsonarismo nas urnas de 2026.
Bolsonaro também vê em Flávio um nome capaz de unificar o PL e o campo conservador. O senador conta com o apoio de governadores aliados, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, e Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro, o que garante palanques fortes nos dois maiores colégios eleitorais do país.
Dentro da própria família, o primogênito é considerado o nome que mais transmite “previsibilidade” à classe política e ao mercado. O argumento é que Flávio tem perfil mais moderado do que os irmãos, o que facilitaria negociações com o Congresso e com setores econômicos que cobram menos turbulência institucional.
Até aqui, o roteiro eleitoral de Flávio Bolsonaro era outro. Ele era tratado como favorito à reeleição para o Senado pelo Rio de Janeiro, mantendo a vaga conquistada em 2018. Com a movimentação para a disputa presidencial, esse cenário muda e abre espaço para novas composições na chapa do PL fluminense em 2026.
Sem Flávio na corrida pelo Senado, o jogo fica mais aberto no estado. Um dos nomes cotados para ocupar o espaço é o senador Carlos Portinho (PL-RJ), que tende a buscar a reeleição e herdar parte da estrutura montada pelo bolsonarismo no Rio, caso a estratégia anunciada por Jair Bolsonaro se confirme.