terça-feira, 19 de maio de 2026 - 11:09

Frio deve impulsionar vendas no comércio carioca, aponta pesquisa

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O comércio do Rio de Janeiro espera que a chegada do frio ajude a movimentar as vendas nos próximos meses. Pesquisa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, o CDLRio, e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro, o SindilojasRio, estima crescimento de 2% nas vendas em relação a 2025.

No ano passado, o aumento foi de 1,5% na comparação com 2024. O levantamento ouviu 250 empresários da capital, sendo 60% das regiões Centro, Norte e Oeste, e 40% das zonas Sul e Sudoeste.

Segundo a pesquisa, 75% dos lojistas esperam vendas melhores neste ano. Outros 25% projetam movimento semelhante ao registrado em 2025. Para 70% dos entrevistados, a queda da temperatura influencia diretamente o consumo.

A expectativa é que o carioca aproveite os dias mais amenos e eventuais frentes frias para renovar o guarda-roupa. Entre os produtos mais citados estão agasalhos, calças de moletom, jaquetas, roupas de couro, blusas, camisas de manga comprida e acessórios de uso pessoal.

Itens de beleza também entram na lista, principalmente produtos voltados para evitar o ressecamento da pele. Protetores solares adequados à estação também foram citados pelos comerciantes.

Lojistas ajustam estoques para evitar sobra

O presidente do CDLRio e do SindilojasRio, Aldo Gonçalves, afirma que o inverno carioca não costuma ser tão forte quanto em outras regiões do país. Ainda assim, ele destaca que os últimos anos têm mostrado maior procura por itens ligados à proteção contra o frio.

“Mas temos acompanhado que os últimos anos vêm se caracterizando pela venda de produtos como cachecóis, luvas, gorros e acessórios, além de edredons, colchas e cobertores, entre outros relativos à proteção do frio. Assim, o comércio deve ajustar o nível de estoque para evitar ter que fazer liquidações quando a temperatura esquentar. São recursos do capital de giro que não podem ser desperdiçados”, afirma Aldo.

Para o setor, o período de frio também funciona como preparação para datas importantes do segundo semestre. O calendário inclui Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal, momentos de maior movimento no varejo.

“Mesmo assim, diante da conjuntura, a estimativa de crescimento de 2% espelha relativo otimismo dos comerciantes frente ao cenário do mercado, como os juros altos e o nível elevado de endividamento das famílias”, conclui Aldo Gonçalves.

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