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Governo avalia punir aliados que apoiam urgência à anistia

O governo quer retaliar deputados federais da base aliada que assinaram a lista em apoio à tramitação em urgência do projeto de lei da anistia.

Nesta quinta-feira (10), a oposição anunciou ter conseguido o apoio de pelo menos 257 deputados em prol da matéria, número mínimo necessário para a aprovação no plenário da Câmara.

Na avaliação de líderes ouvido pela CNN, é preciso “dar exemplos” para deputados de partidos que têm ministérios no governo Lula. Isso porque há um entendimento de que houve mais parlamentares da base do que o esperado que assinaram o apoio à urgência.

Há deputados do União Brasil que estão na lista, sendo que o partido conta com o comando de duas pastas na Esplanada, por exemplo.

Para tanto, governistas estudam rever a concessão de cargos e indicações importantes para esses deputados nas respectivas bases eleitorais, além do pagamento de emendas que possam beneficiá-los.

Os 257 apoios não significam que o projeto será pautado no plenário da Casa, e os governistas contam com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para segurar o texto.

Segundo a CNN apurou, a pressão do governo já faz efeito e três deputados retiraram a assinatura após serem cobrado por governistas por terem assinado o pedido. Os nomes são mantidos em sigilo pelo PL.

Deputados ligados a Lula afirmam que Hugo não irá ceder à pressão, nem que haverá consenso da maioria na próxima reunião de líderes. Eles também argumentam que há cerca de outros 2 mil pedidos de urgência à espera de análise no plenário. Portanto, que haveria uma fila a ser seguida.

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