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Gripe aviária: governo aposta em reação rápida para ampliar regionalização

O Ministério da Agricultura e Pecuária aposta numa reação rápida no surto da gripe aviária para ampliar a regionalização da suspensão da carne de frango brasileira. Ou seja, para fazer com que mercados importadores do produto deixem de comprar somente da região afetada inicialmente, e não de todo o país. No caso em evidência, do município gaúcho de Montenegro.

“À medida que a gente conseguir mostrar que o sistema brasileiro é robusto e contém no lugar que aconteceu é possível que os países parceiros possam aderir ao protocolo regionalizado. Esse é o nosso desafio […] A credibilidade e o tempo ir passando, e não vai tendo casos em outro lugar, a regionalização vai acontecendo. Então, isso também minimiza o impacto”, declarou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Até o momento, o surto de gripe aviária continua restrito à granja de Montenegro, no Rio Grande do Sul. No entanto, estimativa do ministério aponta que ao menos 16 países e toda a União Europeia já deixaram de importar carne de frango brasileira. Outras nações aplicaram um embargo limitado à região afetada. A lista, no entanto, ainda não está fechada e o próprio governo reconhece que as suspensões devem aumentar.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que trabalha para reverter a decisão dos países que embargaram a carne de todo o país e que espera que o isolamento das regiões afetadas evite novos focos da doença.

Nesta segunda (19), o ministério descartou outros três casos suspeitos. Duas granjas comerciais, uma em Santa Catarina e outra no Tocantins, ainda estão sob investigação.

O Brasil é o maior produtor de proteína de frango do mundo, e a chegada da doença às unidades produtoras ameaça o setor. Realidade que atrapalha a trajetória ascendente da produção de frango no sul do país. A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul afirma que, nos quatro primeiros meses deste ano, as exportações cresceram 9% na comparação com o mesmo período de 2024.

Integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional ressaltam que o ministério tem técnicos capacitados para lidar com o problema e avaliam não haver risco de negligência. Contudo, cobram do governo federal um socorro aos avicultores afetados pelos abates. Em especial, os pequenos produtores.

O ministério reconheceu a possibilidade de estudar indenizações caso a caso, mas defendeu ser necessário criar fundos nacionais composto por recursos públicos e privados para mitigar os efeitos desse tipo de crise sanitária nos produtores brasileiros. Inclusive, Fávaro citou um projeto de lei sobre o tema.

Questionado sobre o preço da carne de frango e dos ovos no Brasil, Fávaro ressaltou que 70% da produção permanece no mercado interno e, assim, disse acreditar apenas em pequenas variações. “Acredito muito mais na estabilidade.”

Há quem também lembre que o ciclo de vida do frango é muito curto – em geral, de apenas 30 dias. Dessa forma, em princípio, haveria como controlar a demanda.

Gripe aviária: o que é, quais os sintomas e como é feito o tratamento

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