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Guardas da Reserva de Juatinga, em Paraty, devolvem bicho-preguiça à natureza

Inea

Guarda-parques da Reserva Ecológica da Juatinga, localizada em Paraty, no litoral sul fluminense, realizaram a soltura de um bicho-preguiça na unidade de conservação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na última segunda-feira (6). O animal havia sido resgatado por militares do 26º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Paraty.

Sobre o resgate e soltura do animal silvestre, o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, afirmou: “Mais uma vez, um grande trabalho. Nós, do Inea, agradecemos o apoio tanto das autoridades quanto da comunidade que cerca a Reserva. Juntos somos muito mais fortes e eficazes”.

O animal apareceu no bairro de Jabaquara, onde moradores acionaram os bombeiros locais, que resgataram o bicho-preguiça e o levaram até o batalhão. No local, a equipe da Reserva Ecológica foi chamada para fazer o resgate do bicho-preguiça.

Após avaliação de veterinários, o animal foi considerado saudável e apto para a soltura. Em seguida, os guarda-parques realizaram a liberação do bicho-preguiça em uma área de preservação ambiental. O animal teve retorno tranquilo e seguro ao seu habitat natural.

O Bradypus variegatus, cientificamente conhecido como bicho-preguiça, é reconhecido por usa lentidão e preferência por uma vida arborícola. A espécie desempenha um papel crucial no ecossistema, uma vez que a sua alimentação, sobretudo composta por folhas, contribui para a reciclagem de nutrientes nas florestas tropicais.

O bicho-preguiça é um mamífero encontrado nas Américas Central e do Sul. A sua aparência é muito diferenciada, com o corpo coberto por pelagem espessa e áspera e garras longas e curvas, adaptadas para se pendurar nas árvores.

Sobre a Reserva

Criada em 1992, a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) ocupa uma área de 9.797 hectares. A unidade de conservação está localizada no extremo sul do Estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty, na Costa Verde sul-fluminense.

No local, que abriga remanescentes de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos, vivem cerca de 1.500 pessoas, distribuídas em 15 comunidades e núcleos de ocupação ao longo da costa.

Toda a área da Reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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