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Guerra do delivery no Rio: 99Food retorna com R$ 350 mi e cupons; iFood e Keeta entram na mira

Imagem gerada por Inteligência Artificial

A guerra do delivery voltou a esquentar no Rio. Após dois anos fora do país, a 99Food retomou as operações na capital e em Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo e Nilópolis. O plano inclui R$ 350 milhões de investimento para reentrar no estado, com agressiva política de cupons e frete grátis em pedidos selecionados. As informações são do Tempo Real.

Para tracionar pedidos e frota, a plataforma liberou R$ 99 em cupons por usuário e prometeu ganhos de até R$ 250 por dia ao entregador que completar 20 entregas (min. cinco de comida), além de bônus de até R$ 7 por pedido no primeiro mês. A meta nacional mira R$ 2 bilhões até junho de 2026 e presença em 100 cidades. No Rio, já são 17 mil restaurantes cadastrados — com redes como Burger King, McDonald’s, Outback, Abbraccio, Bacio di Latte e KFC — e mais de 50 mil entregadores registrados.

O movimento mira um mercado dominado pelo iFood, com cerca de 80% de participação. Ao mesmo tempo, a chinesa Keeta, do grupo Meituan, prepara sua estreia no Brasil em 30 de outubro em cidades-piloto do litoral paulista. A empresa chega com reputação de eficiência logística — incluindo entrega por drones e devolução do valor em caso de atraso, práticas testadas na China.

No pacote de lançamento, a Keeta anunciou US$ 1 bilhão em investimentos no país nos próximos cinco anos, até R$ 100 em cupons e descontos de até 60% no primeiro pedido. A expectativa é de que a entrada pressione preços, prazos e condições para restaurantes e entregadores também no Grande Rio.

O embate já saiu das ruas para os tribunais. A Keeta levou ao Cade e à Justiça acusações de práticas anticoncorrenciais contra a 99Food, apontando cláusulas contratuais que limitariam a adesão de restaurantes a no máximo duas plataformas, o que, segundo a empresa, criaria um duopólio 99–iFood. A Rappi, hoje mais focada em farmácia e mercado, pediu para ingressar no caso no Cade, dizendo que tais cláusulas dificultam sua entrada no segmento de restaurantes.

A 99Food reagiu com ação judicial por violação de marca e concorrência desleal, alegando que a identidade visual da rival se assemelha à sua. Em paralelo, as plataformas disputam corridas com subsídios, frete grátis e bônus a entregadores, numa batalha que tende a mexer na margem de restaurantes e na remuneração da ponta.

Para o consumidor, a curto prazo, a “guerra dos cupons” deve render preços promocionais e entregas mais rápidas. Para o setor, o teste real será de sustentabilidade: quanto tempo dura a queima de caixa e quais regras de concorrência vão prevalecer num mercado que não para de crescer no RJ.

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