
O mundo muda. Em verdade, a única certeza na vida é a mudança, já dizia o velho sábio. E uma dessas mudanças é a diminuição do consumo de álcool e uma nova tendência de lazer diurno ao invés de boates na madrugada. Há juntamente com isso novos valores de cuidar da saúde, de se exercitar mais. Um tal de new cool, o novo legal.
Atualmente, na assim chamada Geração Z, ou seja, nascidos entre 1995 e 2010, o consumo de lazer diurno e com menos álcool cresce, impulsionado por uma bem vinda busca por bem-estar, autenticidade e consciência sobre os riscos da bebida. Essa geração está ressignificando o lazer, prioriza experiências culturais e outras conexões ao contrário do excesso. Faço parte da Geração Y, os Millennials, nascidos entre 1981 e 1994. Na minha adolescência “beber bem” era beber muito e as boates se proliferavam. Hoje, os amigos daquela época estranham minha escolha de não beber álcool e de priorizar uma alimentação vegetariana. Inclusive, é aí onde a Heineken 0.0 costumeiramente me salva, impedindo a pressão alheia.
Logicamente, o mercado, que não é bobo nem nada, acompanha essa mudança com a expansão de opções não alcoólicas, como mocktails, kombuchas, e, claro, as cervejas sem álcool. Além disso, são vários novos eventos adaptados a um público que valoriza saúde física, mental e equilíbrio. Essa tendência reflete um novo estilo de socialização, em que a diversão não depende do álcool, mas de experiências significativas e conscientes.
No meio dessa tendência, fui convidado pela Agência Lema e pela Heineken 0.0 para participar do Rolê 0.021. O evento aconteceu na manhã do sábado (04), uma união de corrida, música e socialização em uma experiência sem álcool. Tudo começou – e terminou – no hypado Chora Café, em Botafogo, de onde os participantes partiram em uma corrida guiada pelo Fashion Run Club.

No retorno, a celebração ficou por conta do DJ Nepal, com clássicos de Lauryn Hill até “Super Duper Love (Are You Diggin’ on Me)” com Willie “Sugar Billy” Garner. Heineken 0.0 e um clima de descontração tomaram conta da manhã carioca. Uma proposta tudo a ver com o Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa, gigante, completa, linda, fotogênica.
Antes, durante e após a corrida, como a proposta pedia, confraternizei e conversei com alguns dos participantes. Em certo momento, quando os guias da corrida decidiam pelo caminho a ser feito, ouvi uma mulher falar “eles estão perdidos como eu estou na vida”. Fiquei curioso e durante o exercício puxei assunto: “Por que você se sente perdida?”. Ela respondeu que era médica, influencer e tinha uma marca de biquíni, geralmente corre na Lagoa. Estava ali pelo grupo de corrida do qual participa. Logo pensei que se essa mulher se sentia perdida, eu estava no meio de um deserto sozinho e com os olhos vendados… Ah, essas ironias da vida…
Depois, falei com outra, abordei afirmando não ser uma cantada, mas que a conhecia de algum lugar. Era a atriz Ester Dias, conhecida pelo seu trabalho em Sob Pressão, Bom Dia, Verônica e Um Casal Inseparável. Realmente, trabalhando como jornalista, vi Ster várias vezes em diversos eventos, como o Festival do Rio, por exemplo. Sempre simpática e acolhedora, agora era corredora.


Enquanto isso, um negro alto e forte chamado cantor Augusto, ao lado de sua companheira Júlia Juvêncio, gritava para os transeuntes e motoristas “estou vivo, olha aqui, estou vivo”. Em outros momentos, bradava “viva la vida”. Animou os corredores com simpatia e alegria. No final da corrida, parecia mais morto do que vivo, mas era só um cansaço momentâneo mesmo, logo recuperou as forças com a boa gastronomia do Chora Café.
Aliás, não conhecia esse local e tive uma grata surpresa. Ótimos cafés e várias opções veganas. Antes da corrida, tomei um cafezinho coado na hora delicioso. Após o exercício, bebi um Brown Matcha (Matcha, leite de aveia e caramelo salgado) e almocei o Mezze Árabe (humus da casa, falafel, pepino, tomates, azeite de páprica e sourdough tostado). Ainda provei de um amigo um waffle com morangos assados ao balsâmico, sorvete vanilla e melaço de tomilho.
“O Rio de Janeiro é uma das cidades mais bonitas do mundo, ainda mais quando você olha a natureza que tem e o quanto isso faz o carioca sair de casa, fazer as coisas, como uma corrida e tal. A gente tem uma oportunidade muito legal de conectar isso com nossa marca, então a Heineken 0.0 você pode consumir de noite, num festival, ou num momento como esse, de manhã. Você corre, volta e quer uma cerveja, não necessariamente com álcool”, me disse Elbert Beekman, gerente sênior de Heineken 0.0.
É, devo admitir uma forte conexão com esse movimento new cool. Lazer sob o céu azul carioca, cerveja sem álcool, comida boa, bons papos e “viva la vida”…
