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Idoso que apanhou em Copacabana diz que agressores gritavam ‘é Bolsonaro’ enquanto desferiam os golpes

Foto: Reprodução

A 12ª DP (Copacabana) abriu inquérito policial na tarde desta segunda-feira (15/06) para investigar a tentativa de homicídio doloso contra Mauro Figueiredo Rocha, de 69 anos. O idoso foi agredido com socos e chutes por um homem e duas mulheres que, segundo a vítima, aparentavam ser lutadoras de artes marciais e gritavam “é Bolsonaro” enquanto desferiam os golpes.

A suspeita é que o crime tenha sido motivado por intolerância política. A vítima é militante do Partido dos Trabalhadores (PT) e usava um adesivo da deputada federal Benedita da Silva colado na mochila no momento das agressões.

Inicialmente, o caso foi registrado na 14ª DP (Leblon) como lesão corporal leve, mas devido à gravidade dos ferimentos e da ocorrência, a defesa requereu a apuração de tentativa de homicídio e a apreensão das imagens das câmeras de segurança do entorno. O chefe de polícia informou que fará diligências no local do crime até a manhã desta terça-feira (16/06).

As agressões aconteceram na noite de 11 de junho, na Rua Viveiros de Castro, em frente ao prédio onde Mauro reside. De acordo com o relato da vítima, ele foi seguido e intimidado por um homem logo após sair do teatro, por volta das 22h50. Quando chegou em frente à portaria do condomínio onde mora, duas mulheres já o esperavam no local e começaram a agredi-lo.

O homem que seguiu Mauro pela rua se uniu ao grupo para cometer as violências. O idoso foi imobilizado com uma mata-leão por uma das mulheres e teve o terço que carregava no pescoço arrancado.

“Eles queriam me matar. O tempo todo eles gritavam que eu ia morrer e que a minha igreja não prestava, sempre com palavras de ordem enaltecendo Bolsonaro. Nunca tinha tomado um mata-leão na vida, fiquei sem respirar, sem conseguir me defender. Eles arriaram a minha calça e fiquei só de cueca no meio da rua. Eu só estou vivo porque um homem forte e alto se meteu entre mim e os agressores e mandou eles pararem. Eles me largaram e saíram rindo. Eles estavam se divertindo com aquela violência toda”, contou Mauro, ainda em estado de choque, com um olho roxo e escoriações espalhadas pelo rosto.

Os três agressores ainda não foram identificados pela polícia. Mauro acredita ter sido vítima de uma emboscada e afirmou não conhecer o trio.

“Isso não foi uma simples agressão. O fato de agredir um idoso já é um crime grave por si só, mas o que aconteceu foi tentativa de homicídio por motivação política. Isso fere o direito à livre manifestação garantido pela Constituição Federal. As imagens das câmeras de segurança serão fundamentais para ajudar a identificar esses três criminosos e fazer justiça“, enfatizou o advogado Rodrigo Aguiar Amaral.

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