
A imagem peregrina de São Sebastião visitou o Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na Cidade Nova, nesta quinta-feira (15/1). O prefeito Eduardo Paes recebeu o padroeiro da cidade das mãos do cardeal e arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta. Depois, no pátio do CASS, foi realizada uma cerimônia que integra a programação da Trezena 2026, a celebração tradicional que antecede o Dia de São Sebastião, em 20 de janeiro.
“Mais uma vez agradeço ao Dom Orani pela visita. No próximo dia 20 vamos celebrar o dia do nosso padroeiro, que está no nome da nossa cidade. E nada melhor do que a força, a resiliência, a energia de São Sebastião para simbolizar aquilo que todos nós cariocas queremos e imaginamos para a cidade do Rio. Viva São Sebastião!”, declarou Eduardo Paes, acompanhado do vice-prefeito Eduardo Cavaliere e de secretários.
A Trezena de São Sebastião 2026 tem como tema “São Sebastião, Missionário de Comunhão e Unidade” e o lema “Alegres na esperança, fortes na tribulação, perseverantes na oração e enviados a missão”. Durante a celebração, acompanhada por servidores municipais, Dom Orani Tempesta agradeceu a recepção no CASS e comentou o caráter plural da cidade.
“Agradeço ao prefeito Eduardo Paes pela acolhida, não só hoje, mas todos esses anos, sendo alguém que ajuda a despertar a ideia de quem é o padroeiro dessa cidade. Sabemos que o estado é laico, mas ele promove todas as religiões e respeita todas elas. Portanto, nos sentimos muito bem acolhidos nessa cidade plural em que nós vivemos”, disse Dom Orani Tempesta.
Quem foi São Sebastião
São Sebastião teria nascido em Milão, na Itália, por volta do século III, embora existam versões que apontem Narbonne, na França, como local de nascimento. Segundo a tradição, ele foi soldado romano e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do imperador Diocleciano, sem deixar de atuar como cristão convicto.
Denunciado por sua fé, foi condenado à morte. Amarrado a um tronco, foi atingido por flechas, mas sobreviveu. Recuperado, voltou a se apresentar ao imperador e o censurou pelas perseguições aos cristãos. Depois disso, Diocleciano teria ordenado que fosse açoitado até a morte, em 20 de janeiro de 288.