
A indústria do Rio de Janeiro fechou 2025 em alta, muito por causa do petróleo. É o retrato que a Firjan traça ao olhar para os números do fim do ano: em dezembro, já descontados os efeitos sazonais, a produção industrial fluminense avançou 2,3% em relação ao mês anterior.
Com esse resultado, o estado terminou 2025 perto do nível recorde registrado em julho. A federação diz que a indústria operou apenas 1,4% abaixo do pico observado ao longo do ano, o que ajuda a explicar o tom de “quase lá” no fechamento do calendário.
No acumulado de 2025, a produção industrial do estado cresceu 5,1%. A Firjan destaca que foi o segundo maior avanço entre os locais pesquisados e ficou bem acima da média nacional (+0,6%). Só que esse crescimento não veio distribuído por igual.
O grande motor foi a indústria extrativa, que avançou 8,9% no ano. A federação amarra esse resultado à liderança do Rio de Janeiro na produção nacional de petróleo: segundo o levantamento, o estado respondeu por 87,8% do óleo extraído no país em um ano de recordes históricos.
Já a indústria de transformação, que costuma dar um termômetro mais direto da atividade “do chão de fábrica”, cresceu bem menos: 0,9% no ano. Para a Firjan, o ritmo contido tem relação com o ambiente de juros altos, que segura investimento e encarece o crédito.
A leitura da federação é que, do jeito que está, o avanço fica concentrado e difícil de sustentar. “Mesmo em um ano eleitoral, é fundamental avançar em uma agenda fiscal crível de reformas estruturais, capaz de reduzir o risco-país e abrir espaço para uma queda sustentável da taxa de juros”, afirma Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.
O economista-chefe da federação, Jonathas Goulart, vai na mesma linha e aponta previsibilidade como peça central para destravar o investimento produtivo. A ideia é simples: com juros menores e regras mais estáveis, melhora o ambiente de negócios e a confiança do setor industrial fluminense.