
Na última semana (21/03), guarda-parques resgataram um dos indivíduos dentro do parque, onde foram realizadas avaliações. Apesar de não apresentar ferimentos ou escoriações, as equipes optaram por direcioná-lo ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras), em Vargem Grande, no Rio de Janeiro. A medida visa garantir que o filhote receba todos os cuidados necessários para crescer forte e saudável até que possa retornar à natureza.
Já na última quarta-feira (25/03), as equipes realizaram a soltura de fêmea e seus filhotes. A gambá foi resgatada em uma residência em Realengo e passou por avaliações, juntamente aos seus filhotes, antes de ser encaminhada ao Cras. Após o período de reabilitação, ambos foram soltos em um local seguro no interior da unidade de conservação.
Também chamado de saruê, o gambá-de-orelha-preta é uma espécie comum, endêmica da Mata Atlântica, e pode ser encontrada em todas as unidades de conservação administradas pelo Inea. Pertence à família dos marsupiais, assim como os coalas e cangurus, pois possuem o marsúpio, uma bolsa de pele, localizada na região abdominal das fêmeas, na qual os filhotes completam o seu desenvolvimento. Além disso, o animal demonstra um comportamento defensivo justamente para proteger suas crias, mas é inofensivo e se aproxima de áreas urbanas apenas em busca de alimentos.
A alimentação do gambá-de-orelha-preta é onívora, ou seja, bem diversificada: alimenta-se de vários animais, carniças, frutos, entre outros. O animal também é responsável pelo controle de diversos invertebrados, como aranhas, escorpiões e carrapatos. Resistente a toxinas, inclusive a das cobras peçonhentas, a espécie é potencial predador de jararacas.