
Técnicos Instituto Estadual do Ambiente (Inea) encontraram uma fêmea jovem de serpente caninana (Spilotes pullatus) em uma área movimentada do Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste carioca. O resgate aconteceu na última semana no Núcleo Piraquara, na Taquara. Segundo a equipe do Inea, o animal exibia comportamento agitado, típico do período de postura de ovos.
O avistamento e resgate demonstram, segundo o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, a importância do trabalho do instituto para a preservação da fauna fluminense:
“Casos como este demonstram a importância fundamental do trabalho do Inea, que vai além da conservação, atuando diretamente para assegurar o futuro da nossa rica biodiversidade”, disse Rossi.
Uma vez resgatada, a serpente caninana foi encaminhada para exames médicos veterinários no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Universidade Estácio de Sá (CRAS/UNESA), onde foi constatado que o animal apresentava problemas de saúde.
Segundo o exame clínico realizado por veterinários do CRAS/UNESA, a cobra enfrentava complicações no canal do oviduto – estrutura por onde passam os ovos. O problema era o responsável pela agitação e dificuldade do animal.
Sob a vigilância e cuidados médicos, a serpente conseguiu completar a postura dos ovos com sucesso. Ao todo, a caninana colocou 10 ovos viáveis. Assim que nascerem, os filhotes serão soltos dentro da unidade de conservação.
Podendo chegar a 2,5 metros de comprimento, a cobra caninana não é peçonhenta e desempenha um papel importante no controle populacional de roedores, anfíbios e pequenas aves. A serpente é conhecida por seu comportamento arborícola e diurno, e por sua forte atuação para manter a saúde da floresta. A canina está presente em diversos biomas do Brasil e não representa perigo para humanos ou animais domésticos.
Sobre o Parque
Localizado na Zona Oeste e ocupando uma área de 12.491 hectares, o Parque Estadual da Pedra Branca abrange partes de 17 bairros. A sede da Unidade de Conservação fica no Pau da Fome, em Jacarepaguá; e os núcleos ficam no Camorim, no mesmo bairro, em Piraquara e em Realengo.
O posto avançado Quilombola, em Vargem Grande, foi assim batizado em homenagem à comunidade Quilombola Cafundá Astrogilda. No parque vivem 479 espécies de animais: 43 de peixes, 20 de anfíbios, 27 de répteis, 338 de aves e 51 de mamíferos.