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“Invasores serão alvejados”, diz placa da casa do chefe da quadrilha que vendia anabolizante no Rio

Uma operação da 76a DP (Niterói) e do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio prendeu, nesta terça-feira (14), 16 pessoas que fabricavam e vendiam anabolizantes clandestinos. 15 mandados de prisão foram cumpridos na capital Fluminense e em Niterói, São Gonçalo e Maricá, na região Metropolitana do Rio, além de um mandado cumprido no Distrito Federal. Uma pessoa também foi presa em flagrante.

Segundo as investigações, o chefe da quadrilha é Miguel Barbosa de Souza Costa Júnior. Ele foi preso em casa, no Colubandê, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O homem vivia em um imóvel de alto padrão. No portão, a polícia encontrou placas com avisos para possíveis invasores. Uma delas dizia “Invasores serão alvejados. Sobreviventes serão alvejados novamente”.

Além de Miguel, outros dois homens são considerados os mais importantes na estrutura da organização criminosa, apontada como uma das maiores quando o assunto é anabolizantes: Cristiano Cardoso Casaca, que foi preso pela Polícia Federal em um cruzeiro, e Itamar Andrade Duarte Júnior.

Uma das casas dos envolvidos no esquema de anabolizantes • Divulgação

Segundo a Polícia Civil, as substâncias eram fabricadas de forma caseira e sem fiscalização das autoridades sanitárias. Elas ainda continham, nas fórmulas, substâncias tóxicas e nocivas para seres humanos, como inseticidas.

Os produtos eram vendidos pela internet por preço abaixo do mercado. A quadrilha ainda patrocinava grandes eventos de fisiculturismo e atletas e fazia propaganda através de influenciadores digitais, que chegavam a ganhar cerca de R$ 10 mil por mês. Além disso, foi identificada uma movimentação de R$ 80 milhões nas contas bancárias de alguns dos investigados.

As investigações começaram em junho do ano passado através de uma parceria com os Correios, quando foram identificadas grandes remessas de anabolizantes enviadas pra 26 estados brasileiros. Desde julho, a polícia apreendeu mais de duas mil substâncias ilícitas que seriam enviadas pelos Correios.

Os suspeitos vão responder pelos crimes de associação criminosa, falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais e crimes contra as relações de consumo.

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