terça-feira, 19 de maio de 2026 - 8:30

  • Home
  • Rio de Janeiro
  • Justiça ordena reforma de imóvel onde morou Machado de Assis no Centro do Rio

Justiça ordena reforma de imóvel onde morou Machado de Assis no Centro do Rio

Apesar de ser tombado por decreto municipal, o prédio localizado na Rua dos Andradas, nº 147, no Centro do Rio, apresenta fortes sinais de degradação — Foto: Reprodução/GoogleMaps

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a reforma imediata do imóvel onde viveu o escritor Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira e da língua portuguesa. Apesar de ser tombado por decreto municipal, o prédio localizado na Rua dos Andradas, nº 147, no Centro do Rio, apresenta fortes sinais de degradação e atualmente funciona como estacionamento rotativo.

A decisão, da 15ª Vara de Fazenda Pública da Capital, atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Os réus do processo são a Prefeitura do Rio e o proprietário do imóvel. Segundo a sentença, as obras devem começar em até 45 dias e ser concluídas no prazo máximo de 120 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

A Justiça determinou que sejam retirados e preservados os elementos arquitetônicos originais que estão se soltando da fachada, com possibilidade de reaproveitamento ou execução de réplicas. Também ordenou a remoção da cobertura de fibrocimento e de outras estruturas em estado precário, além da instalação de uma proteção no topo da alvenaria para evitar infiltrações e a adequação da fiação elétrica externa.

Machado de Assis morou no endereço entre 1869 e 1871, pouco antes de publicar seu primeiro romance, Ressurreição, de 1872. O imóvel faz parte da Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC) do Centro, que abriga outros bens históricos e imóveis centenários, muitos deles próximos à região da Pequena África.

Na ação, a 1ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do MPRJ afirma que a Prefeitura do Rio falhou na fiscalização e conservação do bem tombado, permitindo sua degradação. A decisão busca garantir a preservação de um espaço que representa parte da memória afetiva e literária da cidade, onde viveu o autor de Dom Casmurro, Quincas Borba e Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Turista russo assaltado no Rio diz que pretende voltar ao Brasil e declara ‘eu amo isso aqui’

Foto: Reprodução/TV Globo Mesmo após ser vítima de um assalto na madrugada de sábado (16),…

Flávio Bolsonaro sugere pagamento por hora em alternativa à escala 6×1

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta alternativa…

Três é demais: médicos alertam para dor de cabeça recorrente

Neste Dia Nacional de Combate à Cefaleia (dor de cabeça), médicos chamam a atenção para…

Ir para o conteúdo