A Câmara Municipal do Rio de Janeiro recebeu um projeto de lei complementar que propõe transformar Rio das Pedras em bairro oficial da cidade. O PLC nº 120/2026, de autoria do vereador Marcelo Diniz, prevê a criação do bairro a partir da subdivisão de áreas hoje vinculadas a Jacarepaguá e Itanhangá, na Zona Oeste.
O texto foi apresentado no Plenário Teotônio Villela em 11 de maio de 2026. Pela proposta, os limites do novo bairro serão definidos no anexo único da lei. O projeto também permite que o Poder Executivo complemente a delimitação durante a regulamentação, desde que respeite a área indicada no texto aprovado pela Câmara.
Rio das Pedras pode ganhar status administrativo próprio
Na justificativa, Marcelo Diniz afirma que Rio das Pedras já tem cerca de 140 mil habitantes e apresenta características urbanas e socioeconômicas próprias. Para o vereador, a criação do bairro ajudaria no planejamento de políticas públicas e na organização dos serviços destinados à região.
“A área que propomos para ser o novo bairro de Rio das Pedras já possui cerca de 140 mil habitantes e características socioeconômicas e urbanas bastante divergentes dos atuais bairros do Anil e de Itanhangá, motivo que se faz necessária sua criação para melhor planejamento das políticas e dos serviços públicos”, diz a justificativa do projeto.
Caso avance na Câmara e seja sancionada, a proposta dará a Rio das Pedras status administrativo de bairro, com limites próprios no mapa oficial do município.
Câmara tem discutido novos bairros no Rio
A proposta para Rio das Pedras chega em meio a um movimento recente de redesenho administrativo da cidade. Em maio de 2025, a Prefeitura do Rio sancionou a lei que criou o bairro Argentino, na Zona Norte, desmembrado de Brás de Pina. Com a mudança, Argentino passou a ser tratado como o 166º bairro do Rio e o menor da cidade, formado por quatro ruas.
Outras propostas também passaram a circular na Câmara Municipal nos últimos meses, como a criação do bairro Magarça, na Zona Oeste, e a separação do Merck da Taquara. Esses projetos reforçam uma tendência de criação de novas divisões territoriais sob o argumento de melhorar a gestão de recursos e serviços públicos nas localidades.