
A deputada estadual Marina do MST encerrou 2025 como o principal nome da política fluminense nas redes sociais, de acordo com o Índice LabPop de Influência Digital (ILID), levantamento da LabPop Agency que mede presença, engajamento e capacidade de mobilização no ambiente digital.
No ranking geral, Marina do MST aparece com 100 pontos e abre vantagem na liderança. Atrás dela vêm Índia Armelau, Renata Souza, Rosenverg Reis e Sarah Poncio, que fecham o grupo dos cinco com maior influência online entre os 70 deputados estaduais analisados.
A proposta do índice é ir além do “tamanho” do perfil. A pesquisa diz que não olha só seguidores, e sim impacto. Entra na conta presença em mais de uma plataforma, frequência de postagem, engajamento, difusão de conteúdo, apelo popular e também percepção pública.
Na leitura do levantamento, Marina do MST se destaca menos pela vitrine e mais pela reação que provoca: volume de interações, compartilhamentos e capacidade de puxar conversa política para o próprio território digital. A lista também sugere que perfis de naturezas diferentes conseguem disputar espaço quando conseguem unir alcance e envolvimento real do público — seja por base militante, atuação institucional ou peso midiático.
O estudo coloca um recado direto para a Alerj: a polarização, ali, deixou de ser só um fenômeno eleitoral e passou a organizar o funcionamento digital do parlamento. Deputados com posição ideológica mais nítida tendem a concentrar engajamento e circulação de conteúdo. Já perfis mais neutros ou muito “institucionais” aparecem com menor tração.
Para Mario Marques, CEO da LabPop Agency e criador do ILID, a lógica mudou de vez. “A polarização não dita apenas o debate público ou o calendário eleitoral. Ela já dita o funcionamento da Alerj no ambiente digital. Quem não ocupa um campo simbólico claro, quem não tem narrativa, simplesmente não performa. Hoje, influência política passa obrigatoriamente pela internet.”
Outro ponto levantado é que estar em todas as redes não resolve sozinho. O estudo afirma que mais da metade dos deputados mantém perfis ativos em várias plataformas, mas poucos conseguem transformar essa presença em influência de fato.
No recorte por rede, Instagram e Facebook seguem como os principais palcos da disputa política digital. O TikTok aparece como uma oportunidade ainda pouco explorada pela maioria. Já o X (antigo Twitter) continua mais restrito a nichos de formadores de opinião e com impacto concentrado em poucos nomes.
O índice também aponta um grupo de deputados com apelo popular alto, mas desempenho digital só mediano, o que indicaria espaço para crescimento rápido se houver estratégia mais profissional de comunicação.
Ao fechar 2025 com Marina do MST na liderança, o ILID reforça a tese que o estudo tenta vender como diagnóstico: no Rio, boa parte da disputa por poder e agenda já passa, primeiro, pela tela do celular.