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Ministério Público volta a mirar Rioprevidência após aporte de R$ 100 milhões em fundos não credenciados

Os investimentos do Rioprevidência voltaram ao centro das investigações no Rio de Janeiro. Desta vez, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apura aplicações de mais de R$ 100 milhões feitas pelo fundo previdenciário em instituições não credenciadas, mesmo depois da crise envolvendo os aportes no Banco Master.

Segundo o ofício encaminhado pelo MPRJ, os aportes foram feitos nos dias 24 e 29 de dezembro de 2025 nos fundos Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo Responsabilidade Limitada, R CAP Soberano e R CAP Alocação. O órgão quer saber quais estudos técnicos, atas de reunião e procedimentos administrativos embasaram essas decisões.

O ponto mais delicado é o momento em que essas aplicações foram realizadas. Naquela altura, o Rioprevidência já era alvo de apuração por causa dos investimentos no Banco Master, e o próprio Ministério Público já havia recomendado medidas para proteger o patrimônio previdenciário estadual e evitar novas perdas aos servidores.

A nova cobrança do MPRJ também alcança os empréstimos consignados feitos por meio da Credcesta, ligada ao Banco Master. A promotoria pediu informações atualizadas para verificar se existem novas estruturas de crédito vinculadas a garantias do Rioprevidência ou de agentes sob intervenção. Se esse tipo de operação for identificado, o Ministério Público quer a interrupção imediata dos contratos.

O caso se soma a uma investigação mais ampla que já corre sobre o fundo previdenciário fluminense. Em janeiro, a Polícia Federal passou a investigar cerca de R$ 970 milhões aplicados pelo Rioprevidência em papéis do Banco Master, títulos que, segundo a apuração, não tinham cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. O fundo é responsável pelos recursos de aposentados e pensionistas do estado.

Com o novo ofício, o MPRJ amplia a pressão sobre a autarquia e tenta entender por que, mesmo sob alerta e já cercado por suspeitas, o fundo seguiu movimentando recursos em instituições fora da lista de credenciadas. O prazo dado para resposta é de cinco dias.

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