A decisão da Justiça do Rio de Janeiro de conceder perdão judicial a Monique Medeiros no processo ligado à morte de seu filho, Henry Borel, de 4 anos, abriu uma nova disputa com a Prefeitura do Rio. A professora, que foi desligada da rede municipal de ensino, agora avalia buscar reparação na Justiça e também tentar recuperar o cargo.
Segundo a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, a estratégia foi confirmada pelo advogado de Monique, Hugo Novais. A defesa estuda quais medidas poderá tomar depois do desfecho do julgamento que analisou a responsabilidade dela no caso que mobilizou o país nos últimos anos.
A movimentação ocorre poucos dias depois de o prefeito Eduardo Cavaliere afirmar que a demissão será mantida, mesmo após a decisão judicial que beneficiou Monique, ex-companheira do ex-vereador Dr. Jairinho.
Demissão segue mantida pela Prefeitura
Monique Medeiros foi desligada da Prefeitura do Rio em março deste ano. A medida foi adotada pela administração municipal em meio à repercussão do julgamento do caso Henry Borel.
Com o perdão judicial, surgiu a expectativa de que a decisão administrativa pudesse ser revista. No entanto, Eduardo Cavaliere declarou que a saída da professora dos quadros do município será mantida.
A partir daí, a defesa passou a analisar os próximos passos para contestar a medida. Entre as possibilidades estão um pedido de indenização por eventuais prejuízos provocados pela perda do cargo e uma ação para tentar reintegrar Monique à rede municipal de ensino.
A tese dos advogados é que a nova situação jurídica da professora deve ser considerada em uma eventual revisão da decisão administrativa tomada pela Prefeitura do Rio.