Referência da cultura popular carioca e defensora das tradições afro-brasileiras, Rosa Perdigão morreu nesta quarta-feira (22). Baiana de Acarajé. Rosa era empreendedora e coordenadora estadual da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (ABAM).
Ainda não há informações sobre as causas do seu falecimento, bem como sobre onde serão realizados o seu velório e sepultamento.
Carismática e gentil, Rosa Perdigão fez do seu ofício um importante instrumento de preservação da cultura, da memória e da identidade brasileira. Foi à frente do Cheirinho de Dendê, que ela fez da Cinelândia um lugar de encontro, afeto e celebração das tradições afro-brasileiras.
A contribuição de Rosa foi além da gastronomia. Ela ajudou na valorização da cultura de matriz africana e na luta pelo reconhecimento das baianas de acarajé como patrimônio vivo da cultura brasileira.
Nas redes sociais foram inúmeros os lamentos pela morte da Ekedi. A Secretaria Municipal de Cultura divulgou uma nota de pesar e solidariedade aos familiares, amigos e toda a comunidade que teve em Rosa Perdigão uma referência de ”generosidade, força e dedicação”.
“Que seu legado siga inspirando as futuras gerações e fortalecendo a diversidade cultural do Rio de Janeiro”, disse a secretaria.
O titular da pasta, Lucas Padilha, também lamentou a morte de Rosa:
“Minha amiga, que tristeza e saudade. Sábado estivemos juntos. Vou sentir falta de todas as nossas conversas. Você fez, faz e fará a diferença. Vamos cuidar para que as gerações saibam quem é Rosa Perdigão”, prometeu Padilha.
