O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (13/08), a Operação Aposta Suja, contra uma organização investigada por explorar plataformas ilegais de apostas on-line. Segundo as investigações, o grupo operava sites sem autorização federal, aplicava golpes contra clientes e teria movimentado pelo menos R$ 1,4 bilhão entre 2022 e 2026.
O montante foi identificado a partir de operações consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) durante o período. A apuração é conduzida pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ).
Sete mandados são cumpridos em três estados
Os promotores cumprem sete mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. Cinco veículos foram apreendidos pelas equipes.
Como funcionavam as plataformas
De acordo com o MPRJ, o grupo mantinha diferentes sites para oferecer as apostas. Entre os endereços identificados estão furiabet.bet, galeradabet.bet, voude.bet, alfagames.bet, pixbr.io, pixdasorte.io, jogadacerta.net, aposteibet.bet, goathbet.com e bravabet.io.
Além de operar sem a autorização exigida pelo governo federal, as plataformas são investigadas por dificultar o saque dos valores disponíveis nas contas dos usuários. Após receber o dinheiro dos apostadores, a organização teria direcionado os recursos para empresas de fachada.
A investigação aponta que, posteriormente, os valores eram convertidos em criptoativos, distribuídos entre diversas contas e enviados ao exterior. Segundo o CyberGaeco, o procedimento tinha como objetivo ocultar a origem do dinheiro e reinseri-lo na economia formal.
Crimes investigados
O CyberGaeco apura a possível prática de exploração ilegal da modalidade lotérica de apostas, estelionato, lavagem ou ocultação de capitais e organização criminosa.
A operação conta com apoio dos Ministérios Públicos de São Paulo e da Bahia e da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que colaborou com as investigações.