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Nicola Miccione avança para mandato-tampão do Governo do RJ e Douglas Ruas para ser candidato a governador

Capitão Nelson e Douglas Ruas – Divulgação

Os movimentos de bastidores no governo do Estado do Rio começam a desenhar um cenário cada vez mais claro dentro do PL. O senador Flávio Bolsonaro já trabalha com a convicção de que o deputado estadual licenciado e atual secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas, é hoje o nome mais competitivo da direita para a disputa pelo Palácio Guanabara nas eleições de outubro. As informações são de Berenice Seara/Tempo Real.

Com essa leitura, a indicação do secretário-chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, avança de forma consistente para um mandato-tampão. A ideia é que ele seja escolhido pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro para suceder Cláudio Castro, caso o governador confirme a renúncia para disputar uma vaga ao Senado.

Até pouco tempo, o desenho parecia pacificado dentro do partido: Nicola assumiria o governo até dezembro, enquanto Douglas Ruas seria lançado candidato ao Executivo estadual. O arranjo só começou a ser questionado quando Flávio Bolsonaro passou a defender que o mandato-tampão deveria ficar justamente com quem estaria nas urnas em outubro, fortalecendo o palanque do PL.

A proposta, no entanto, não empolgou. E menos ainda convenceu Douglas Ruas.

Filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nélson, Douglas é visto como um quadro em ascensão no partido. Até recentemente, seus planos se concentravam na reeleição e na disputa pela presidência da Alerj. Foi só depois de articulações internas que passou a ser tratado como alternativa real ao governo do estado.

O problema é que o curto mandato-tampão não seduz o deputado. Nos bastidores, a avaliação é que não haveria tempo suficiente para deixar uma marca administrativa, ainda mais acumulando a função de governador com uma campanha eleitoral pesada.

Há também um cálculo político mais frio. Se assumir o governo agora e vencer a eleição de outubro, Douglas Ruas não teria direito à reeleição em 2030. Para um político jovem, essa conta pesa.

Sem pressa e longe de movimentos impulsivos, o deputado não parece disposto a sacrificar o futuro por um mandato curto e cheio de riscos. Enquanto isso, Nicola Miccione segue avançando, passo a passo, no tabuleiro do poder.

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