
Após a saída do vereador Pedro Duarte do Partido Novo, uma debandada geral deixou o presidente estadual Rodrigo Rezende sozinho no Diretório fluminense. Hélio Secco, Ângela Neves e Joel Brito, segundo informações de Berenice Seara/Tempo Real, renunciaram a seus cargos por divergências com a condução de Rezende.
Para não se tornar presidente de si mesmo, o que é proibido pela legislação e pelo estatuto do partido, Rezende teve que fazer uma eleição de substituição às pressas, em pleno recesso de fim de ano, ainda com os restos da ceia de Natal na geladeira e atrapalhando os planos de quem queria comprar fogos de artifício para a virada do ano.
Acontece que, contados os votos, surpresa — ou não tão surpresa assim: Rezende perdeu em 3 dos 4 cargos disputados. Seus nomes preferidos foram derrotados por Marcos Juliano, de Teresópolis, novo vice-presidente e secretário administrativo cumulativamente, e Bernardo Santoro, de Petrópolis, novo secretário jurídico. Uma articulação da Região Serrana do estado com os insatisfeitos do Novo gerou uma derrota significativa ao atual presidente, que contava com alguns votos que, na hora H, não apareceram. A política adora traições, não é mesmo?
Rezende só emplacou o novo secretário financeiro, Marcelo Bastos. O resultado mostra questionamento à gestão, e as turbulências na legenda devem seguir ocorrendo. Pelo estatuto do Novo, o Diretório Nacional ainda precisa aprovar os nomes eleitos em nível estadual. Há quem diga que Rezende pode tentar ganhar no tapetão. Se isso ocorrer, imaginem a confusão formada. E, se não ocorrer, há quem suponha que Rezende pode renunciar. Vale acompanhar essa novela mexicana de sapatênis.