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Novo subprefeito da Zona Sul promete priorizar população em situação de rua e fiscalização urbana

Foto: Acervo Pessoal/Pedro Angelito

Nomeado pelo prefeito Eduardo Paes na última segunda-feira (4), Pedro Angelito, 26 anos, assume a Subprefeitura da Zona Sul prometendo priorizar a população em situação de rua, uma das principais queixas dos moradores da região. Advogado e morador de Ipanema, Angelito afirma que buscará medidas de acolhimento e ressocialização, estudando modelos como o do aplicativo Acolher, usado em Florianópolis, e não descarta a internação involuntária em casos em que outros métodos não surtirem efeito.

“A situação está muito crítica. Alguns pontos da legislação limitam a liberdade para acolher essas pessoas, então precisamos encontrar soluções. A partir do momento em que alguém coloca a vida em risco de forma recorrente, é papel do Estado cuidar. A atuação será sempre ponderada e em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social”, afirmou Angelito.

Além da questão social, o novo subprefeito lista outros desafios da gestão na Zona Sul, incluindo fiscalização do trânsito, ordenamento de bares e restaurantes, comércio ambulante irregular e consumo e venda de drogas nas ruas:

“Há excesso de mesas e cadeiras nas calçadas. Vamos buscar coordenação com a Seop e outros órgãos para resolver. Outras questões são o comércio ambulante e o consumo e venda de crack”, detalha.

Angelito assume o lugar de Bernardo Rubião, exonerado “a pedido”, que foi transferido para a Casa Civil. O subprefeito nega que a saída de Rubião tenha relação com críticas de moradores e afirma que a exoneração já vinha sendo cogitada devido a problemas de saúde enfrentados no fim do ano passado.

Formado em Direito pela FGV, Pedro Angelito trabalhou em grandes escritórios e chefiava o núcleo de Produção Legislativa no gabinete do vereador Flávio Valle (PSD), responsável por sua indicação à subprefeitura. Apesar de reconhecer a importância das redes sociais na comunicação institucional, Angelito afirma que seu estilo será discreto:

“Não me vejo gravando vídeos mostrando cada ação. O subprefeito deve ser um mediador, e o cargo não pode se sobrepor à instituição. As informações sobre nosso trabalho serão sempre prestadas de forma transparente, pelos canais oficiais da subprefeitura”, concluiu.

A prioridade, garante, será a população em situação de rua, mas com atenção também à qualidade de vida dos moradores e ao ordenamento urbano em toda a Zona Sul.

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