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Novo testa Filipe Curi e Carlos Portinho para o governo do Rio e mira espaço na direita

Foto: Divulgação

O tabuleiro da direita no Rio de Janeiro ganhou mais um movimento neste fim de semana. O Novo começou a testar os nomes do secretário de Polícia Civil, Filipe Curi, e do senador Carlos Portinho para a disputa pelo Palácio Guanabara em 2026. A ideia do partido é medir a força dos dois diante do nome já colocado pelo PL, o secretário de Cidades e deputado estadual licenciado Douglas Ruas.

A consulta, segundo a informação publicada nesta segunda-feira (9), busca entender se Curi e Portinho conseguem se firmar como opções competitivas no campo da direita fluminense. O resultado pode ter efeito prático, sobretudo no caso de Portinho, que passou a ser visto como possível alvo de filiação do Novo.

O movimento acontece num momento de desconforto do senador dentro do próprio PL. Carlos Portinho queria disputar a reeleição ao Senado, mas perdeu espaço na composição articulada por Flávio Bolsonaro, que definiu Cláudio Castro e Marcio Canella como nomes prioritários da direita para as vagas no estado.

A frustração de Portinho não é exatamente segredo. Em declarações anteriores, o senador já vinha reagindo à disputa interna no partido e ao avanço de outras candidaturas na montagem da chapa de 2026. Agora, com a preferência do PL por outros nomes ao Senado, ele passa a ser observado como uma peça que pode trocar de trilha e migrar para uma candidatura ao governo.

No caso de Filipe Curi, o interesse também dialoga com o cenário ainda aberto da direita no estado. Pesquisa Gerp divulgada neste domingo (8) mostrou o nome dele com 5% no cenário estimulado para o governo, à frente de Douglas Ruas, que apareceu com 4%. Embora o quadro ainda seja largamente liderado por Eduardo Paes, o levantamento ajuda a explicar por que o Novo resolveu testar alternativas agora.

Por enquanto, o partido não fala em definição. O que existe é uma sondagem política num campo em que ninguém quer ficar para trás. Para o Novo, lançar um nome viável ao governo pode ser a chance de entrar de vez no debate estadual. Para Portinho, a movimentação sinaliza que ainda há quem o veja com musculatura eleitoral fora do roteiro traçado pelo PL.

Com informações do Estado de Minas e do PlatôBr.

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