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Número de aves mortas chega a 22 e BioParque do Rio fecha pela terceira vez

O BioParque do Rio, em São Cristóvão, na Zona Norte, registrou a morte de mais quatro aves, nesta quarta-feira (30): três marrecos e uma maritaca. Com isso, o parque será fechado pela terceira vez em apenas um mês. Há suspeita de gripe aviária na morte dos pássaros, que estavam no Viveiro, uma área diferente da Savana Africana, onde outras 18 aves morreram há duas semanas.

Agora, o BioParque soma 22 mortes de aves: 16 galinhas-d’Angola, dois pavões, três marrecos e uma maritaca. O cenário segue em monitoramento contínuo por parte da equipe técnica do zoológico, junto às autoridades competentes, para garantir a segurança dos animais, visitantes e colaboradores.

O surto está sob o acompanhamento de órgãos, como a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) e a Superintendência de Defesa Agropecuária Estadual, que atua na vigilância e tomada de medidas preventivas.

A Superintendência de Defesa Agropecuária realizou vistoria no local para a coleta do material genético dos animais mortos e encaminhou o conteúdo biológico para análise laboratorial. Todos os animais seguem em observação por 14 dias, período de incubação da doença, segundo o órgão.

A Superintendência, que é ligada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, assegurou que os visitantes do zoo não acessaram o local com as novas infeções. O órgão destacou ainda que a gripe aviária só é transmitida por contato direto com animais infectados.

Gripe aviária

No dia 17, o BioParque do Rio suspendeu as suas atividades pela primeira vez, quando nove galinhas – d’Angola morreram vitimadas pela influenza aviária (gripe aviária) – diagnóstico confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Campinas (SP). Quinze funcionários que tiveram contato com as aves ficaram sob monitoramento, em conformidade com os protocolos sanitários. Nenhum deles apresentou sintomas da doença, que é rara em humanos.

No dia 25, o zoológico registrou novas mortes, com o número de óbitos de aves subindo para 18: 16 galinhas-d’Angola e dois pavões, que ficavam na Savana Africana. A área é aberta e recebe visitas de aves silvestres, especialmente, o irerê, segundo o superintendente de Defesa Agropecuária, Paulo Henrique Moraes, como repercutiu O Globo.

As demais áreas são protegidas por estruturas que impedem o contato direto com aves silvestres. Os pássaros silvestres podem ter o vírus e serem resistentes a ele, tornando-se apenas um transmissor para espécies menos resistentes, que podem morrer.

A gripe aviária atinge as vias respiratórias e pode ser transmitida entre as aves por meio dos aerossóis e do contato com a secreção de animais contaminados.

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