
Hoje os funcionários das empresas que funcionam no entorno da tradicional rua da Assembléia, no Centro Histórico do Rio de Janeiro, foram surpreendidas ao chegar para trabalhar e encontrar suas linhas de telefone totalmente mudas. O problema atinge todos os clientes da operadora Oi – que está em recuperação judicial – que têm linhas fixas na região. Mesmo os que têm serviços de fibra ótica amanheceram com o problema. A rua da Assembléia é uma das mais movimentadas do Centro e sedia diversas empresas de todos os tipos, estando dentre as que se mantiveram mais ocupadas após a pandemia.
A operadora garantiu às empresas sediadas no tradicional Edifício Villela Monteiro que as linhas seriam restabelecidas na parte da tarde de hoje (11/08). Porém, nada ficou resolvido. O edifício, que tem clínicas, escritórios de advocacia, empresas de consultoria, administradoras e corretoras de imóveis continua sem sinal da Oi no momento da publicação desta reportagem. Segundo nota do síndico do edifício construído em 1966, “a operadora não cumpriu o combinado e agora passou a previsão para a manhã de terça feira (12/08)”. Ainda segundo o síndico, a operadora diz que o problema é resultado da ação de ladrões de cabos e fios, que nos finais de semana e à noite atacam as caixas de passagem, furtando os cabos, atrás de cobre e metais para vender aos ferros velhos ilegais.
“De Centro Financeiro de um país inteiro a um lugar onde sequer se consegue ter acesso a uma linha de telefone empresarial“, dispara Maria Izabel Castro, do movimento União, Trabalho e Centro. Castro, que também integra o tradicional Polo das Confeitarias, explica que “todos os dias, são roubados não só fios como também pedaços de monumentos históricos de valor inestimável, além de grades e parapeitos de imóveis e tampas de bueiros“. Ela explica que para os corretores de imóveis, advogados e empresas de consultoria o não funcionamento da telefonia fixa ainda causa muitos prejuízos. A empresária falou também dos constantes arrombamentos noturnos a comércios locais.